OMS promove formação sobre protocolo para doenças não transmissíveis na ilha do Príncipe

A médica formadora Sara Pereira destacou que o controlo destas doenças depende também da participação ativa da população.

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Rádio Somos Todos Primos

Os técnicos de saúde da ilha do Príncipe estão a participar numa formação de três dias sobre a implementação de protocolos da Organização Mundial da Saúde (OMS) para doenças não transmissíveis, que visa padronizar o diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos doentes.

A formação, que surgiu como iniciativa do Ministério da Saúde com o apoio técnico da OMS, pretende uniformizar a gestão do tratamento das doenças no sistema nacional de saúde, reforçando a resposta dos serviços perante patologias como hipertensão, diabetes e outras doenças crónicas.

Os protocolos baseiam-se em evidências científicas sobre as melhores práticas para o controlo destas doenças, incluindo orientações para aconselhamento dos doentes sobre estilos de vida saudáveis, como alimentação equilibrada, prática regular de exercício físico e maior atenção aos cuidados de saúde.

De acordo com dados da OMS apresentados durante a formação, cerca de 60% das mortes estão associadas a doenças não transmissíveis, muitas vezes agravadas por falta de diagnóstico precoce ou tratamento adequado.

A médica formadora, Sara Pereira, destacou que o controlo destas doenças depende também da participação ativa da população.

“O controlo destas doenças é possível, mas é necessária a colaboração de cada um […] temos de educar a população a comer de forma saudável e a cuidar da doença que tem”, afirmou.

Segundo a OMS, a aplicação destes protocolos é também uma solução mais viável do ponto de vista económico, uma vez que permite tratar precocemente os doentes e evitar complicações que podem levar a evacuações médicas.

A coordenadora das doenças não transmissíveis, Miriam Cassandra, explicou que os protocolos foram adaptados à realidade nacional, tendo em conta a lista de medicamentos disponíveis no país.

“Fizemos estudos com base nos medicamentos nacionais que existem para os integrar no protocolo e utilizá-los da melhor forma”, disse.

Para os profissionais de saúde que participam na formação, os novos instrumentos poderão facilitar o trabalho diário nos serviços.

“Estes protocolos vão ajudar no nosso trabalho do dia a dia, porque são mais práticos e didáticos”, afirmou o enfermeiro Joyce de Pina.

Espera-se com esta formação, reforçar a prevenção e o controlo das doenças não transmissíveis em São Tomé e Príncipe.

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