Associações de estudantes acusam professores de persuadirem alunos para apoiarem greve na USTP

A pró-reitora da USTP para a cooperação, Raquel Moreno também repudiou a situação.

Educação -
Rádio Somos Todos Primos

As associações de estudantes dos três pólos da Universidade de São Tomé e Príncipe (USTP) acusou alguns professores da instituição que integram a comissão de greve dos docentes e não docentes de persuadirem alunos para apoiar a paralisação na instituição, mas os docentes rejeitaram a acusação.

“Nenhum professor tem o direito de tentar persuadir, tentar instigar estudantes a ir para uma ala ou outra porque a nossa posição como estudantes é neutra […] uma para paralisação prejudicaria e muito nessa altura”, Nuno César Xavier, porta-voz das associações estudantis da USTP.

A nossa posição é neutra, nós somos imparciais mediante qualquer tipo de desentendimento entre a reitoria e os professores dos diferente pólos“, sublinhou Nuno Xavier, apelando que o clima entre as partes “não pudessem afetar a vida quotidiana da camada estundantil”.

O porta-voz dos estudantes, que falava na quarta-feira (25), ladeado disse que há um ano que um dos professores retém as notas de alunos, devido a discordância com a reitoria.

A pró-reitora da USTP para a cooperação, Raquel Moreno também repudiou a situação.

“Quando nós nos apercebemos que os alunos são arrastados para salas, perdendo horas letivas que são importantes, e que nestas sessões ao invés de falar-se de assuntos que têm a ver com os estudantes abordam-se situações da greve que já estão a ser tratadas, nós achamos que devemos trazer aqui uma nota de repúdio relativamente ao comportamento desses docentes”, disse Raquel Moreno.

Segundo Raquel Moreno, a situação foi informada de imediato à Ministra da Educação e está a ser analisada ao nível da reitoria a fim de adotar-se outras medidas “para refrear os docentes de terem esse de proximidades com os alunos”, abordando situações que não tem a ver com a classe estudantil.

Entretanto, o porta-voz da comissão dos professores e não docentes, Homildo Fortes admitiu a realização de reuniões com alunos e outras previstas nos próximos tempos, mas garantiu que tiveram “carta verde das unidades orgânicas” que concederam espaços da universidade para as sessões que têm sido “só de informações, para explicar que possivelmente irá haver greve”.

Homildo Fortes disse que não é vontade da comissão que se chegue a greve, mas estão confiantes que o Governo irá suspender a reitora e abrir o processo para eleições na USTP.

“Nós como somos académicos, e preocupamos com as questões académicas das universidades, sentimos no dever de informar os alunos sobre esta situação. Como é óbvio nós cumprimos os requisitos mínimos administrativos, enviamos as cartas de pedido, inclusive de colaboração aos presidente das unidades orgânicas”, disse Homildo Fortes.

A comissão de docentes e não docentes da USTP entregou um pré-aviso de greve ao executivo, prevendo uma paralisação total e por tempo indeterminado a partir do dia 06 de abril, reivindicando vários pontos, incluindo a revisão e aprovação de legislação de carreira e remuneratória, bem como a demissão da reitora

No sábado, o primeiro-ministro, Américo Ramos disse que o executivo analisará o pedido dos professores e prometeu uma decisão esta semana, após “constatar que há um conflito bastante profundo entre a reitoria e a comissão dos professores”.

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