O Governo são-tomense decidiu contrariar a prática dos anos anteriores e não conceder tolerância de ponto na tarde de Sexta-Feira Santa, gerando críticas de muitos internautas, que viram na chuva prolongada que marcou o dia, uma forma de “sanção” ao Executivo por “quebrar a tradição”.
“Contrariamente ao que tem sido prática em anos anteriores, o Governo informa que não será concedida tolerância de ponto hoje, 03 de abril, sexta-feira santa, no segundo período laboral”, lê-se numa nota informativa do Ministério da Justiça, Assuntos Parlamentares e Direitos da Mulher.
“Nestes termos, o Governo informa, igualmente, que os serviços públicos deverão funcionar normalmente, de acordo com o horário habitual do funcionalismo público”, acrescenta o Governo.
A nota foi publicada no Facebook, por volta das 11:00, numa altura em que muitos funcionários públicos aguardavam com alguma expectativa pela tolerância de ponto, como habitual.
“O Governo aproveita a ocasião para desejar a todos os são-tomense, residentes no país e na diáspora, bem como todos aqueles que escolheram viver no país, votos sinceros de uma Santa Páscoa” , lê-se.
O executivo não explicou os motivos da decisão, mas levou muitas críticas, sobretudo nas redes sociais.
“Este é o mal das nossas gentes, confundem tudo. Podemos mudar muitas coisas para bem porém, há coisas que são sagradas. Normalmente em São Tomé e Príncipe, as sextas-feiras nunca foram de produtividade principalmente no segundo período […] alterar uma data histórica é dar tiros nos próprios pés, só isso é suficiente para utilizarem como jogo político”, rescreveu uma internauta.
“Vamos ser razoáveis, não brinquem com a fé das pessoas. Até nos países mais desenvolvidos sexta-feira Santa é feriado”, acrescentou.
Outra internauta escreveu: “Gostei da chuva, governo não deu tolerância de ponto no segundo período, chuva fez questão de dar”.
Entre as várias críticas, um dos internautas elogiou a decisão de executivo.
“Muito bem parabéns Governo de São Tomé e Príncipe já existe feriado e tolerância de ponto de mais”, lê-se.