A ONG DAKI – Ambiente, Tecnologia e Desenvolvimento realizou hoje o 1.º Fórum “Pensar a Cidade de São Tomé”, em comemoração dos 491 anos da institucionalização da capital, com o objetivo de refletir sobre a realidade atual da cidade e buscar alternativas de melhoria, promovendo um diálogo inclusivo entre os diversos atores sociais.
O fórum, com duração de dois dias, reúne entidades religiosas, figuras políticas e membros da sociedade civil.
“Celebramos hoje uma data de grande significado, o dia da cidade de São Tomé. Celebrar esta data é reconhecer o nosso percurso e, acima de tudo, projetar o futuro”, afirmou a ministra do Ambiente, Nilda da Mata.
De acordo com o presidente da DAKI, Jasí Ramos, o fórum surge na sequência de várias iniciativas da organização e insere-se nas celebrações do seu quarto aniversário.
“Queremos dar o pontapé de saída neste dia e refletir sobre a nossa cidade, abordando vários subtemas”, frisou.
Questionado sobre a atual situação da capital e possíveis melhorias, Jasí Ramos destacou a necessidade de maior inclusão.
“É preciso ouvir mais pessoas, sentar à mesma mesa e permitir que todos contribuam para um plano sustentável para a cidade”, afirmou.
Na ocasião, a ministra do Ambiente reforçou o apelo à responsabilidade coletiva.

“Nenhuma política pública será suficiente se não for acompanhada por comunidades conscientes, organizadas e comprometidas. A cidade não se transforma apenas com investimento, mas também com comportamento, educação e responsabilidade. Os desafios são conhecidos: ordenamento do território, gestão de resíduos, mobilidade, segurança urbana e educação ambiental. A resposta exige uma abordagem integrada, que combine infraestruturas, políticas públicas e o envolvimento ativo das comunidades”, sublinhou.
O fórum conta com cerca de oito oradores e, segundo a organização, no final serão definidas orientações a serem posteriormente submetidas às entidades governamentais.