O Governo procedeu à entrega do projeto “Infraestruturas Verdes para a Saúde e Educação” a 15 escolas e 7 unidades de saúde nos distritos de Lobata e Lembá, com o objetivo de reforçar a resiliência dos serviços públicos essenciais e acelerar a transição para soluções mais sustentáveis e inclusivas no país.
“O que este projeto realizou, pela sua dimensão e abrangência, é verdadeiramente notável. Nas nossas escolas, os painéis solares instalados nas cantinas escolares garantem eletricidade limpa e fiável para a preservação e preparação dos alimentos”, afirmou o chefe do Governo, Américo Ramos, que presidiu à cerimónia de entrega.
Financiado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), através do Governo de São Tomé e Príncipe e do Banco Mundial, o projeto representou um investimento de 3 milhões de dólares americanos.
A implementação do projeto contou a parceria da Organização Mundial da Saúde, através do Programa Alimentar Mundial e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, em estreita coordenação com o Ministério das Infraestruturas e Recursos Naturais, o Ministério da Educação, Cultura, Ciência e Ensino Superior e o Ministério da Saúde.

“São Tomé e Príncipe enfrenta um conjunto de desafios, incluindo insegurança energética, fragilidade ambiental e a necessidade de criar oportunidades economicamente sustentáveis, agravados pelas limitações próprias de um pequeno Estado insular. O projeto de infraestruturas verdes é uma resposta tangível a estes desafios, reforçando a resiliência ambiental, melhorando o bem-estar das comunidades e apoiando um modelo de desenvolvimento equilibrado e responsável”, afirmou o representante da Shell, Andrew Hepburn.
De acordo com o coordenador residente das Nações Unidas, estas infraestruturas representam uma solução concreta para a melhoria dos serviços sociais e refletem um passo firme do país na construção de sistemas públicos mais inclusivos.
“Num contexto em que os desafios energéticos continuam a constituir uma limitação estrutural ao desenvolvimento, este projeto apresenta-se como uma resposta concreta, inovadora e sustentável. Ao integrar soluções de energia limpa, reforço institucional e melhoria dos serviços sociais, o país dá um passo firme na construção de sistemas públicos mais eficientes, resilientes e inclusivos”, sublinhou o representante residente das Nações Unidas, Eric Overvest.
Ao longo da implementação do projeto, foram alcançados diversos resultados, sendo mais de 4.000 crianças com refeições mais seguras e nutritivas, formação de capacitação para cerca de 216 profissionais das áreas da saúde, educação e setores técnicos, e a distribuição de mais de 1.300 materiais de sensibilização e comunicação em todo o território nacional.
Estas infraestruturas irão assegurar energia limpa e contínua para maternidades, laboratórios, farmácias, serviços de urgência e cantinas escolares e, reforçar as condições de saneamento e higiene, promovendo ambientes mais seguros, saudáveis e dignos para profissionais e comunidades.
“Estes ganhos refletem-se diretamente na aprendizagem, na assiduidade escolar e no desenvolvimento integral das nossas crianças. Nos nossos centros distritais de saúde, os sistemas solares fotovoltaicos instalados garantem hoje eletricidade contínua, mesmo durante as frequentes interrupções da rede nacional”, ressaltou o ministro.