O Presidente da República, Carlos Vila Nova anunciou hoje que vai recandidatar-se ao cargo para assegurar a estabilidade política e porque muitos desafios do páis “ainda não estão resolvidos”, nomeadamente na saúde, justiça, emprego, ambiente e o combate à corrupção.
“Sou candidato porque o país ainda precisa de estabilidade, sou candidato porque a experiência conta em tempos exigentes, sou candidato porque muitos desafios ainda não estão resolvidos, e sou candidato porque acredito profundamente no futuro de São Tomé e Príncipe”, declarou, Carlos Vila Nova.
Com quase cinco anos em funções como chefe de Estado, Carlos Vila Nova destacou que “a estabilidade política é uma necessidade” para o país, por isso continuará “a ser o garante do equilíbrio, do diálogo e do funcionamento das instituições.”
“O povo não quer conflitos permanentes, quer resultados”, precisou.

No lançamento da candidatura, Carlos Vila Nova prometeu aos são-tomenses um país onde a saúde não depende da sorte, com hospitais dignos e profissionais valorizados, onde a educação prepara os jovens para competir no mundo, onde o talento seja reconhecido e o mérito recompensado, “onde os jovens tenham oportunidades reais de trabalhar, criar, inovar e viver com dignidade”.
Vila Nova prometeu ainda um país que valoriza a mulher, combate a violência e promove a igualdade verdadeira, abraça a diáspora como parceira estratégica de desenvolvimento, respeitado no mundo, protege o ambiente e transforma riqueza natural em prosperidade sustentável, onde a corrupção não tenha espaço, e que sirva o povo e não o interesse privado.
Para tal, propôs “um novo pacto nacional” entre partidos, igrejas, empresários, sociedade civil e diáspora, “para garantir estabilidade, para promover justiça, para criar oportunidade, construir um futuro comum”.
“Peço novamente a vossa confiança, não por ambição pessoal e não apenas pela experiência que contribui, mas porque a estabilidade importa, porque a justiça exige firmeza, e porque o futuro precisa de liderança com serenidade”, apelou.
“Não vos prometo milagre. Prometo trabalho sério, prometo independência, prometo coragem e prometo união”, acrescentou.

Durante o discurso, Carlos Vila Nova referiu-se aos acontecimento de 25 de novembro de 2022, em que quatro homens foram torturados e mortos no quartel militar, mas até ao momento ninguém foi responsabilizado pelas mortes.
“Nenhum país avança sem verdades […] foram momentos dolorosos, feridas que ainda não cicatrizaram, e digo-vos com toda a clareza: não haverá reconciliação sem verdade e não haverá paz duradoura sem justiça”, declarou.
Reafirmando que os acontecimentos de 25 de novembro “marcaram o país profundamente”, Carlos Vila Nova comprometeu-se que “a verdade será apurada, a justiça será feita, a dignidade das vítimas será respeitada”, e que trabalhará “para que episódios semelhantes nunca mais se repitam” na história são-tomense.
São Tomé e Príncipe terá eleições presidenciais em 19 de julho e as legislativas, regional e autárquicas em 27 de setembro.
Além de Carlos Vila Nova, declararam-se como candidatos presidenciais, o jurista independente Miques João Bonfim, e o líder parlamentar da Ação Democrática Independente, Nito Viegas D’Abreu.
O prazo de entrega das candidaturas presidenciais termina a 4 de junho.