Fórum da Diáspora de STP quer identificar e promover quadros nacionais residentes no estrangeiro

O Fórum da Diáspora de São Tomé e Príncipe pretende igualmente reforçar e promover os valores nacionais, que, segundo Abreu, têm vindo a degradar-se nos últimos anos.

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Rádio Somos Todos Primos

A organização Fórum da Diáspora de São Tomé e Príncipe quer identificar os quadros são-tomenses residentes no estrangeiro através de novas ferramentas digitais, para “reforçar o intercâmbio”, valorizar as competências dos quadros nacionais e resgatar a imagem de excelência da cultura são-tomense, anunciou o presidente da organização em entrevista à RSTP.

Segundo o presidente da associação, João Viegas Abreu, o Fórum da Diáspora existe há cerca de dez anos, “com o objetivo de promover a solidariedade, o apoio e o intercâmbio entre os são-tomenses na diáspora e a sociedade civil em São Tomé e Príncipe, pretendendo valorizar competências, conhecimentos e a cooperação institucional”.

A organização lançou este ano, um novo website que apresenta funcionalidades mais práticas e acessíveis, permitindo que qualquer são-tomense possa entrar na plataforma e efetuar o seu registo.

Abreu sublinhou ainda que o portal funciona também como uma “base de dados”, possibilitando o acompanhamento das ações desenvolvidas pela comunidade são-tomense na diáspora e promovendo o envolvimento de instituições públicas e privadas.

“Nós, do Fórum da Diáspora, estamos essencialmente focados em dar a conhecer os talentos e as capacidades dos são-tomenses espalhados pelo mundo, que desenvolvem projetos e iniciativas interessantes”, destacou o presidente.

João Viegas Abreu acrescentou que a plataforma pretende promover o diálogo e incentivar a participação das comunidades são-tomenses no desenvolvimento de São Tomé e Príncipe, mobilizando a diáspora.

O site disponibiliza ainda diversas funcionalidades que permitem às instituições nacionais conhecer oportunidades e competências existentes dentro da diáspora.

As remessas enviadas para o país foram também um dos temas abordados durante a entrevista.

“Gostaríamos de agir em conjunto com a administração pública e com as instituições apropriadas no sentido de reduzir as diferenças cambiais e simplificar os procedimentos para efetuar o câmbio. Hoje, acredito que aproximadamente um terço da população são-tomense se encontre fora de São Tomé. Todas essas pessoas deixaram familiares no país e continuam a enviar os seus recursos, mas esses recursos nem sempre entram diretamente na economia nacional”, afirmou.

O Fórum da Diáspora de São Tomé e Príncipe pretende igualmente reforçar e promover os valores nacionais, que, segundo Abreu, têm vindo a degradar-se nos últimos anos.

“A imagem de São Tomé e Príncipe no estrangeiro, de alguma forma, tem vindo a degradar-se nos últimos anos. Um dos objetivos do Fórum da Diáspora é resgatar a imagem de excelência que a nossa diáspora sempre teve e que, de alguma forma, se perdeu”, sublinhou.

A iniciativa conta com o apoio institucional do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Durante a entrevista, foram ainda abordadas questões relacionadas com a valorização profissional, a continuidade das carreiras dos são-tomenses no exterior e o seu enquadramento nas novas comunidades onde estão inseridos.

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