Cerca de 30 técnicos concluem formação em Gestão de Conflitos na Administração Pública

A comissão organizadora espera que, após esta sessão, os quadros estejam mais capacitados para lidar e mediar conflitos no contexto profissional.

Sociedade -
Rádio Somos Todos Primos

Cerca de 30 técnicos de instituições nacionais concluíram hoje a formação em gestão de conflitos promovida pela Direção Nacional da Administração Pública (DNAP) em parceria com Agência Brasileira de Cooperação, para dotar os profissionais de estratégias e técnicas de gestão e resolução de conflitos, a fim de melhorar o ambiente laboral e os serviços públicos.

A formação, dirigida por formadores nacionais, insere-se no âmbito das atividades da Estratégia Nacional da Administração Pública para a capacitação dos quadros nacionais.

“Foi muito interessante para nós, porque, enquanto formadores, também aprendemos e partilhámos experiências trazidas pelos formandos. […] O grande objetivo desta formação era que cada formando, individualmente e em grupo, pudesse compreender a existência de vários tipos de conflitos e as estratégias adequadas para lidar com cada situação”, explicou a formadora Raquel Moreno.

Ao longo da formação, os formandos tiveram a oportunidade de analisar casos práticos de gestão de conflitos e de gestão de recursos humanos.

Os participantes consideraram positiva a formação, destacando os conhecimentos adquiridos ao longo das sessões.

“Os conteúdos aqui ministrados têm uma interligação com todas as instituições que estiveram representadas. É uma mais-valia participar nesta formação, porque ela vem capacitar-nos, enquanto técnicos, para dar resposta aos diversos desafios que possam surgir nas nossas instituições”, sublinhou Dydysirley Viegas, do Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC).

A formanda Deise da Conceição acrescentou ainda que passou a ter “um olhar mais crítico” perante as situações de conflito.

“Duas das questões mais importantes que retiramos desta formação são que os conflitos podem ser estruturais, relacionados com normas, padrões e estatutos que, muitas vezes, geram dúvidas. […] Muitas pessoas não conhecem os estatutos pelos quais respondem, e isso pode gerar aquilo a que chamamos conflitos cognitivos. Outro tipo de conflito identificado em várias instituições e abordado nesta formação é o conflito emocional”, destacou Raquel Moreno.

Durante as sessões, os participantes tiveram igualmente a oportunidade de analisar casos práticos relacionados com a gestão de conflitos.

A comissão organizadora espera que, após esta sessão, os quadros estejam mais capacitados para lidar e mediar conflitos no contexto profissional.

“Demos início às formações no dia quatro de maio e vamos concluir no dia 29 do mesmo mês. Abrimos cinco sessões de formação e hoje finalizamos a quarta sessão. […] À medida que os funcionários vão sendo capacitados e adquirindo ferramentas para dar melhores respostas no atendimento ao público e internamente, nas suas instituições, espera-se também que, com esta formação, possam dispor de instrumentos para mediar conflitos”, afirmou Cledia Paquete, em representação do Instituto Nacional de Formação da Justiça e da Administração Pública.

Esta iniciativa enquadra-se no compromisso contínuo da Administração Pública em reforçar as competências dos seus quadros, promovendo uma cultura de diálogo, cooperação e boa governação no serviço público.

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