O atual Presidente da República, Carlos Vila Nova, apresentou hoje ao Tribunal Constitucional a sua candidatura às eleições presidenciais de julho, concorrendo ao segundo mandato, afirmando-se como independente e com a promessa de unidade e estabilidade, anunciou o mandatário de campanha.
Segundo Wilfred Moniz, que falava após a entrega dos documentos no Tribunal Constitucional, a candidatura de Carlos Vila Nova é independente de partidos políticos e envolve todos os são-tomenses.
O jurista e ex-bastonário da Ordem dos Advogados de São Tomé e Príncipe disse que a candidatura de Carlos Vila Nova foi subscrita por mais de 600 eleitores, sendo que a lei exige o mínimo de 500 e máximo de mil.
“É uma candidatura de todos os são-tomenses, que não revê cidadãos com particularidade, mas uma candidatura inclusiva, de unidade, estabilidade e que venha estabilizar a sociedade”, declarou Wilfred Moniz, ladeado de outros responsáveis do gabinete de campanha de Carlos Vila Nova.

Questionado sobre a elaboração do orçamento e prestação de conta da campanha, tendo em conta a multa de cerca de 15 mil euros aplicada pelo TC ao candidato pela não prestação de contas da campanha das eleições presidenciais de 2021, Wilfred Moniz assegurou que desta vez, o candidato irá cumprir a lei.
“Aprendemos com o passado e desta vez vamos fazer aquilo que a lei estabelece para uma vez mais não estarmos a incumprir a lei”, assegurou.
Carlos Vila Nova e o jurista Miques João Bonfim são até ao momento os únicos que formalizaram a candidatura às presidenciais de 19 de julho, cujo prazo de candidaturas termina a 4 de junho.
Na apresentação pública da recandidatura, em 15 de maio, Carlos Vila Nova propôs “um novo pacto nacional” entre partidos, igrejas, empresários, sociedade civil e diáspora, “para garantir estabilidade, para promover justiça, para criar oportunidade, construir um futuro comum”.
“Peço novamente a vossa confiança, não por ambição pessoal e não apenas pela experiência que contribui, mas porque a estabilidade importa, porque a justiça exige firmeza, e porque o futuro precisa de liderança com serenidade”, apelou.
“Sou candidato porque o país ainda precisa de estabilidade, (…) porque a experiência conta em tempos exigentes, (…) porque muitos desafios ainda não estão resolvidos, e (…) porque acredito profundamente no futuro de São Tomé e Príncipe”, disse.