O Ministério Público (MP) acusa o primeiro-ministro de Cabo Verde, Francisco Carvalho, de 26 crimes alegadamente praticados quando presidia à Câmara da Praia, desde 2020 até este ano.
Segundo informações avançadas pela Agência Lusa, na lista estão cinco crimes de falsificação de documentos públicos, cinco crimes de abuso de poder, três de peculato, outros três de recebimento indevido de vantagem e três crimes de violação de norma de execução orçamental.
Há ainda três crimes de atentado contra o Estado de Direito e um crime de cada um dos seguintes tipos: corrupção passiva, burla qualificada, violação de regras urbanísticas e defraudação de interesses patrimoniais públicos.
Francisco Carvalho, foi eleito em junho de 2026 e afirmou que os cabo-verdianos deram ao partido uma “mensagem clara” de mudança, anunciando o início de “um novo Cabo Verde”.
Na primeira declaração ao país após o fecho da contagem dos votos, feita na sede do partido, na cidade da Praia, Francisco Carvalho afirmou que “os cabo-verdianos falaram com maioria absoluta” e que “já era hora de mudar a gestão de Cabo Verde e mudar a perspectiva sobre a construção do futuro”.