Vila Nova apela à paz e tolerância no último discurso como PR no da Dia Independência de STP

Carlos Vila Nova destacou a independência nacional como “a conquista maior de São Tomé e Príncipe e dos são-tomenses” e defendeu que é preciso render o tributo aos homens e mulheres “que tiveram a ousadia e a coragem de sonhar uma pátria, de lutar por este sonho e de o tornar realidade a 12 de julho de 1975”.

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Rádio Somos Todos Primos

O Presidente da República Carlos Vila Nova, que fez o último discurso como chefe de Estado, nas celebrações de 12 de julho, apelou à paz e tolerância nacional, contra o medo, a intimidação e o ódio, no discurso na celebração dos 51 anos da Independência nacional, assinalado em 12 de julho, quando falta uma semana para as eleições presidenciais.

São Tomé e Príncipe é pequeno demais para o ódio. É pequeno demais para a divisão. (…) Somos todos chamados a fazer diariamente o exercício da tolerância”, sublinhou Carlos Vila Nova nas cerimónias em que se assinalou o 51.º aniversário da independência de São Tomé e Príncipe e que este ano acontece em plena campanha eleitoral.

“Cada cidadão tem o direito de apoiar o candidato da sua preferência. Esse é um direito sagrado, conquistado com muito esforço e que deve ser exercido livremente, sem medo, sem intimidação e sem qualquer forma de pressão”, defendeu o recandidato presidencial, que desta vez não conta com o apoio oficial da Ação Democrática Independente (ADI), mas de uma espécie de ‘consórcio’ da oposição.

Carlos Vila Nova destacou a independência nacional como “a conquista maior de São Tomé e Príncipe e dos são-tomenses” e defendeu que é preciso render o tributo aos homens e mulheres “que tiveram a ousadia e a coragem de sonhar uma pátria, de lutar por este sonho e de o tornar realidade a 12 de julho de 1975”.

“A independência não caiu do céu. Foi conquistada. E Por isso merece o nosso respeito permanente”, sublinhou.

Num ano marcado pelas eleições, Carlos Vila Nova evitou fazer o habitual diagnóstico do país, mas fez vários apelos à união e respeito durante a campanha, perspetivando um futuro melhor para o país.

Declarando-se Presidente, “guardião da Constituição, símbolo da unidade nacional”, Vila Nova fez questão de fazer “um apelo solene a todos os são-tomenses”: “Que esta quadra seja marcada pela paz, pela tranquilidade nas nossas casas, nas nossas ruas, nas redes sociais, pelo civismo”.

Numas cerimónias marcadas pela ausência da oposição, o chefe de Estado sustentou que “respeitar quem pensa diferente não é fraqueza, é democracia”, que o adversário político não é inimigo, é irmão, é vizinho” e que “nenhuma eleição pode dividir famílias, destruir amizades ou semear o ódio entre vizinhos”.

O Tribunal Constitucional são-tomense admitiu cinco candidatos às presidenciais de 19 de julho: Eugénio Rodrigues da Trindade Tiny, Nito de Sousa Viegas D’Abreu, Miques João do Nascimento de Jesus Bonfim, Carlos Manuel Vila Nova, que se recandidata ao cargo, e Jorge Bom Jesus, que anunciou a sua desistência já fora do prazo legal.

Segundo a Comissão Eleitoral Nacional (CEN), os dados definitivos do recenseamento eleitoral automático registaram 142.191 eleitores, dos quais 121.670 estão em São Tomé e Príncipe e 20.521 na diáspora, nomeadamente 15.917 em cinco países da Europa, e 5.324 em quatro países de África.

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