Eleições’26: Miques João denuncia invasão da sua residência por militares. FASTP negam envolvimento e anunciam queixa-crime

Em resposta, as Forças Armadas de São Tomé e Príncipe FASTP desmentiram as acusações e anunciaram que irão apresentar uma queixa-crime contra o candidato.

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Rádio Somos Todos Primos

O candidato à Presidência da República Miques João denunciou a alegada invasão da sua residência por militares, na madrugada de sábado e referiu que o episódio está relacionado com as recentes declarações sobre o caso de 25 de novembro. As Forças Armadas de São Tomé e Príncipe (FASTP) rejeitaram as acusações e anunciaram a apresentação de uma queixa-crime contra o candidato.

Segundo o candidato, o incidente ocorreu por volta da 1h00 da manhã, na sua residência, em Roça Vitória. Miques João afirmou que todos os alegados estão identificados.

“O meu cunhado saiu e encontrou pessoas já dentro do quintal, todas armadas. Por questões de segurança, eu não saí. […] O que os senhores dizem é que estavam à procura de desertores, mas não se procura desertores, muito menos na residência de um candidato”, declarou.

O candidato considerou o sucedido de extrema gravidade e defendeu que cabe ao Presidente da República, na qualidade de Comandante Supremo das Forças Armadas, apurar as responsabilidades. Apelou ainda ao reforço da segurança de todos os candidatos durante o período eleitoral.

“Tudo isto aconteceu depois de o meu tempo de antena começar a ser transmitido e de eu ter voltado a falar sobre o caso de 25 de Novembro, apresentando novos factos e novos elementos”, afirmou.

Em resposta, as Forças Armadas de São Tomé e Príncipe FASTP desmentiram as acusações e anunciaram que irão apresentar uma queixa-crime contra o candidato.

Segundo as FASTP, a operação tinha como único objetivo a captura de militares desertores e garantiram que nenhum efetivo se aproximou da residência de Miques João.

“Essas acusações do doutor Miques João surgem depois de as FASTP terem recusado a visita que o candidato solicitou, através de uma carta dirigida aos nossos serviços, datada de 9 de julho de 2026, ao Quartel do Morro e ao Centro de Instrução Militar, no âmbito das suas ações de campanha”, refere a instituição.

As Forças Armadas reiteraram que irão recorrer à via judicial.

“Perante a gravidade das acusações feitas pelo doutor Miques João, as Forças Armadas informam o público em geral de que, através do seu gabinete jurídico, será apresentada uma queixa-crime junto do Ministério Público, ao qual apelamos para que imprima a máxima celeridade à tramitação deste caso”, declarou o chefe do Protocolo das FASTP, David Guimarães.

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