Abnildo D’Oliveira eleito presidente do partido Nossa Terra e promete reformas estruturais

O dirigente justificou as reformas com a necessidade de tornar o Estado mais eficiente e adaptado aos desafios do desenvolvimento nacional.

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Rádio Somos Todos Primos

O presidente da Assembleia Nacional, Abnildo D’Oliveira, foi eleito no sábado, 27, presidente do partido Nossa Terra, durante o primeiro congresso ordinário da formação política, comprometendo-se com um programa centrado na reforma do Estado, no combate às desigualdades e na melhoria das condições de vida da população.

Sob o lema “Reformar com coragem”, o congresso reuniu dirigentes, militantes e simpatizantes no Palácio dos Congressos, marcando a consolidação pública do partido, apresentado oficialmente em Santana, a 3 de maio.

No seu discurso, Abnildo D’Oliveira afirmou que a prioridade do Nossa Terra será garantir “energia em casa, comida na mesa e um governo limpo”, defendendo que o país necessita de mudanças profundas para responder às dificuldades enfrentadas pela população.

“O povo clama, o povo precisa de energia em casa, comida na mesa e de um governo limpo e a Nossa Terra compromete-se, com coragem, a promover energia em casa, comida na mesa e um governo limpo”, declarou.

O novo presidente do partido apresentou um conjunto de reformas institucionais que considera essenciais para modernizar o Estado e aumentar a eficiência da administração pública.

Entre as principais propostas figuram a reforma dos setores da justiça, defesa e segurança, saúde, educação, administração pública e finanças públicas, bem como uma reforma fundiária.

Abnildo D’Oliveira defendeu ainda alterações no funcionamento das instituições políticas, propondo a redução do número de deputados da Assembleia Nacional de 55 para 35, a diminuição do período de férias parlamentares e a redução do número de juízes conselheiros do Tribunal Constitucional.

“Temos de ter coragem de diminuir o número de deputados de 55 para 35, diminuir o número de férias parlamentares e reduzir o número de juízes conselheiros do Tribunal Constitucional”, afirmou.

O dirigente justificou as reformas com a necessidade de tornar o Estado mais eficiente e adaptado aos desafios do desenvolvimento nacional.

O secretário-geral do partido, Fausto Matos, afirmou que o partido nasceu para “desafiar o mal”, criar oportunidades para as novas gerações e corrigir problemas estruturais do país, alertando que o aumento das desigualdades tem sido acompanhado pela perda da soberania e da independência nacional.

“Não há democracia, institucionalmente falando, sem partidos políticos […] as divergências de opiniões constituem uma riqueza que deve ser apreciada e aplaudida”, sublinhou Fausto Matos, defendendo o pluralismo político.

Dirigindo-se aos jovens, Abnildo D’Oliveira afirmou que pretende criar condições para reduzir a emigração e incentivar o regresso dos são-tomenses residentes no estrangeiro.

“Olho para os jovens e vejo talento, mas também vejo muitos a partir do país porque sentem que o seu futuro está longe da terra que amam. Assumimos o compromisso de tudo fazer para que os que cá estão não tenham a tentação de viajar e para que os que viajaram tenham o gosto e o desejo de regressar”, disse.

Militante da Ação Democrática Independente (ADI) desde 2003, Abnildo D’Oliveira renunciou à militância no partido em janeiro deste ano para passar à condição de deputado independente, antes de assumir a liderança do Nossa Terra.

Desde a sua apresentação pública, em maio, o partido tem realizado contactos com comunidades em vários distritos da ilha de São Tomé, preparando a sua implantação política a nível nacional.

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