O primeiro-ministro, Américo Ramos, inaugurou o novo Armazém Nacional de Medicamentos, uma infraestrutura que considerou estratégica para reforçar a capacidade de armazenamento e conservação de fármacos no país e, afirmou que o sistema nacional de saúde tem registado melhorias ao longo dos últimos anos.
O novo armazém pretende responder às prioridades nacionais para o sector da saúde e enquadra-se na Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável (ENDS), para o reforço da capacidade na conservação adequada de medicamentos, sobretudo daqueles que exigem condições especiais.
“Vem representar realmente uma infraestrutura bastante importante, porque vai permitir que o Ministério da Saúde, através do Fundo Nacional de Medicamentos, deixe de suportar rendas bastante altas para o armazenamento de medicamentos. Estamos a falar de um armazém com todas as condições para a conservação dos medicamentos, sobretudo daqueles que são bastante sensíveis e requerem condições especiais“, afirmou o chefe do Governo em declarações à TVS.

O primeiro-ministro aproveitou ainda a cerimónia para reconhecer o papel desempenhado pelos parceiros internacionais na concretização do projeto, e recordou outras realizações recentes no sector. Américo Ramos referiu que o Executivo continua empenhado em melhorar o acesso aos cuidados de saúde em todo o território nacional.
“Inauguramos uma sala de estermatologia com quatro cadeiras totalmente novas. Inauguramos recentemente um sistema híbrido de fornecimento de energia e água à região norte do país. Recentemente o ministro inaugurou na região sul, em Angolares, o sistema de teleconsultas em parceria com o Brasil”, disse.
O Representante Residente do PNUD, Luc Gnonlonfoun, destacou que a nova infraestrutura é o resultado de uma cooperação eficaz entre o Governo e os financiadores.
“Os resultados que hoje celebramos demonstram que, quando existe uma visão nacional clara, liderança política e parcerias sólidas, é possível transformar prioridades em resultados concretos para a população“, afirmou

Na ocasião, um representante do Ministério da Saúde destacou que o novo armazém permitirá reduzir despesas do Estado e melhorar as condições de funcionamento do sector.
“O Estado tinha custos avultados com aluguer de armazéns. Para além disto, este espaço também proporciona melhores condições de trabalho“, afirmou.
Financiado pelo Fundo Global, Banco Mundial e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Armazém Nacional de Medicamentos é considerado um investimento estruturante para o Sistema Nacional de Saúde.