Danço Congo 30 de Setembro ressurge e mantém-se firme apesar das dificuldades

Com muita música e dança, o som dos ensaios deste grupo tradicional ecoa todas as tardes de quinta-feira, encantando e atraindo muitos dos que passam pela comunidade.

Sociedade -
Rádio Somos Todos Primos

O Danço Congo 30 de Setembro, de São João dos Angolares, é um dos grupos culturais mais antigos de São Tomé e Príncipe e tem preservado esta manifestação cultural ao longo de várias gerações, mantendo-se firme e ativo, apesar das dificuldades, sobretudo da escassez de materiais, que tem condicionado a participação nos festejos tradicionais.

Com uma longa história no âmbito da cultura nacional, o Danço Congo é uma manifestação cultural identitária de São Tomé e Príncipe, exibida nas festas religiosas e populares do país.

Alguns defendem que esta manifestação é proveniente do Congo. Contudo, segundo historiadores, a sua origem permanece ainda desconhecida.

Em São Tomé e Príncipe, o Danço Congo 30 de Setembro é um dos grupos mais antigos, tendo agregado inúmeras gerações.

José considera-se um apaixonado pela arte e pelo grupo, no qual ingressou aos 20 anos de idade.

“Este grupo, quando toca, eu fico contente, porque é como um vício meu. Eu gosto de ouvir a tocar”, disse José Espírito Santo.

Destacado em São João dos Angolares, o grupo 30 de Setembro tem sido uma referência na preservação da cultura nacional.

“Eu tinha doze anos quando surgiu o Danço 30 de Setembro e até agora o Danço 30 de Setembro é conhecido ao nível nacional. Diziam que o Danço de Congo 30 de Setembro, na atuação, tem uma história”, disse Paulino de Deus, antigo capitão do grupo, que atuou durante longos anos nesta manifestação cultural.

Com muita música e dança, o som dos ensaios deste grupo tradicional ecoa todas as tardes de quinta-feira, encantando e atraindo muitos dos que passam pela comunidade.

Feito com instrumentos musicais tradicionais, o Danço Congo manifesta-se também através de danças representativas, onde cada gesto tem um significado.

Apesar da sua dimensão nacional, o grupo tem enfrentado desafios, como a falta de trajes e adereços para as atuações. O grupo apela também à adesão de jovens.

“As dificuldades são os uniformes. Durante o tempo de ensaio, as pessoas dizem que ensaiam, mas não atuam”, frisou Paulino.

O grupo iniciou os ensaios há cerca de cinco meses, contudo a falta de materiais condiciona as atuações, tendo a equipa apelado a apoio. Ainda assim, mantém-se firme e esperançoso.

É um grupo de 20 elementos no máximo, mas a tendência é aumentar. Nesta oficina, a porta está aberta a todos. Peço a contribuição de todos”, acrescentou.

O Danço Congo 30 de Setembro pretende retomar em breve as participações nas festividades e tem-se dedicado de forma intensa aos ensaios, com os seus integrantes a apelarem por apoio, de forma a prosseguir no reforço da promoção da cultura nacional

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