Eleições`26: Eleitores destacam voto como “ato cívico” e apelam à responsabilidade do próximo Presidente  

Raquel votou pela primeira vez e considerou que a sua participação no sufrágio é importante. A jovem manifestou o desejo de que o futuro chefe de Estado contribua para o desenvolvimento do país.

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Rádio Somos Todos Primos

Os eleitores são-tomenses defenderam hoje o voto como um ato de responsabilidade cívica e de fortalecimento da democracia, tendo apelado ao próximo Presidente que contribua para melhoraria as condições de vida da população e exerça um papel de “fiscalizador ativo”.

“É importante para mim e para a Nação toda exercer este ato de hoje. Nós estamos a fazer algo de grande importância para a vida do povo e para a sobrevivência da nossa democracia. Hoje, para mim, é a ação de maior responsabilidade na vida de um povo”, afirmou o popular, Albino Pinheiro.

Apesar da pouca afluência as urnas nas primeira horas do dia, as urnas abriram a horas em quase todas as mesas de voto, com destaque para dois bloqueios a sul de São Tomé, segundo informou o presidente da Comissão Eleitoral Nacional (CEN), que apelou ao diálogo e fim das barricadas. 

Albino considerou de grande relevância o exercício de cidadania por parte dos cidadãos e frisou que cada voto representa um apelo à responsabilidade de quem vier a ocupar a Presidência da República.

“Eu, pessoalmente, não queria vir votar, mas depois analisei e pensei que cada voto é um voto e uma chamada de responsabilidade a quem o vai ocupar. Que o Presidente faça o papel de um fiscalizador ativo e que estes cinco anos nos tragam esperança de melhoria de vida”, declarou.

Raquel votou pela primeira vez e considerou que a sua participação no sufrágio é importante. A jovem manifestou o desejo de que o futuro chefe de Estado contribua para o desenvolvimento do país.

“[Acho que o meu voto é importante] e que todos possam votar no bem e que o Presidente possa ajudar-nos e ajudar o Governo”, disse.

Para a observação das eleições presidenciais de domingo em São Tomé e Príncipe encontram-se no terreno várias missões internacionais, nomeadamente da União Europeia, da União Africana, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), dos países do G7+, da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) e ainda da Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração dos Países de Língua Portuguesa (ROJAE-CPLP).

Segundo a CEN, os dados definitivos do recenseamento eleitoral automático registaram 142.191 eleitores, dos quais 121.670 estão em São Tomé e Príncipe e 20.521 na diáspora, nomeadamente 15.917 em cinco países da Europa, e 5.324 em quatro países de África.

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