O presidente da Federação Santomense de Futebol (FSF), Nino Monteiro, garantiu que o financiamento para a reconstrução do Estádio Nacional 12 de Julho está assegurado e anunciou que a obra deverá arrancar após a conclusão do centro técnico da Federação, previsto para este ano.
“Já pedimos apoio à FIFA e vamos construir o estádio. Nós temos financiamento garantido. Vamos terminar o centro técnico e a seguir vamos pegar o estádio. Caso não seja este ano, no início do próximo ano, de certeza”, disse.
O dirigente que falava durante uma visita às obras de reconstrução do centro técnico da Federação, acusou ainda os sucessivos governos de terem atrasado o projeto ao recusarem entregar a infraestrutura à FSF e revelou que a ausência de um estádio homologado obriga a Federação a canalizar todo o apoio financeiro da FIFA para as despesas da Seleção Nacional.
“Já podíamos ter o estádio. Em 2020 pedimos ao governo que desse-nos o estádio para construímos e disseram que não, porque se dessem o estádio, a imagem do Nino Monteiro podia crescer mais, então não vamos dar. Não deram e não fizeram”, frisou.
“Final de 2024 recebemos o estádio. Recebemos também uma equipa da FIFA com um arquiteto que vieram fazer o levantamento para o estudo e eu quero vos dizer que aqui e dar-vos toda a garantia que temos financiamento”, assegurou.
O dirigente explicou que a intervenção será uma reconstrução total, uma vez que o atual estádio se encontra num estado avançado de degradação, sublinhando que este “é um problema antigo” e tem sido alvo de sucessivos alertas da Federação junto dos diferentes governos.
“Esse estádio não caiu hoje. Nós andamos a insistir com vários governos, porque entendemos que o Governo não tem condições de construir o estádio. Não há nada ali que se aproveite. Vai ser uma construção mesmo“, afirmou.

Segundo Nino Monteiro, o novo Estádio Nacional terá capacidade para cerca de 10 mil espectadores e representará um investimento estimado entre 15 e 20 milhões de dólares. A Federação prevê iniciar a empreitada logo após a conclusão das obras do centro técnico.
O líder do órgão máximo do futebol nacional alertou ainda para o impacto financeiro provocado pela impossibilidade de São Tomé e Príncipe realizar jogos internacionais em casa há mais de oito anos.
“Como sabe, nós estamos a jogar fora há mais de oito anos. Para nós é muito difícil. Todo o dinheiro que recebemos da FIFA vai todo para a Seleção”, revelou.

Segundo explicou, as deslocações representam um dos maiores encargos financeiros, sobretudo devido ao elevado custo das viagens aéreas para uma delegação numerosa.
“Um bilhete de passagem, para nós que vivemos numa ilha, é caríssimo. Estamos a falar de uma delegação de 35 pessoas”, disse.
Apesar das dificuldades, Nino Monteiro mostrou-se confiante de que a situação poderá mudar com a reconstrução do Estádio Nacional 12 de Julho, o que considera essencial para permitir o regresso da Seleção Nacional aos jogos em casa e reduzir os elevados custos suportados pela instituição.

No entanto, as obras de reconstrução do centro técnico da Federação Santomense de Futebol decorrem a bom ritmo e deverão ficar concluídas até ao final deste ano.
O projeto está orçado em cerca de 3 milhões de dólares e contempla a requalificação das infraestruturas existentes, bem como a instalação de um novo relvado sintético, que deverá ser colocado nos próximos meses.