Direção das florestas instala duas câmaras frias para conservar sementes florestais

Ao todo, o país conta com três câmaras frias, sendo duas em São Tomé e uma na Região Autónoma do Príncipe.

Ambiente -
Rádio Somos Todos Primos

A Direção das Florestas e da Biodiversidade instalou hoje, no Viveiro central de Campo de Milho, duas câmaras frias, com objetivo de reforçar os mecanismos de conservação de sementes destinadas à restauração ecológica.

A ação insere-se no âmbito do projeto “Restauração da Paisagem para a Funcionalidade dos Ecossistemas e Mitigação das Mudanças Climáticas (Projeto TRI), implementado pelo Fundo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Estas infraestruturas permitirão desenvolver estudos fundamentais sobre a conservação de sementes das florestas tropicais em São Tomé e Príncipe e garantir a disponibilidade permanente, ao longo do ano, de sementes de elevada qualidade”, assegurou, a ministra do Ambiente, Nilda da Mata.

Nilda da Mata acrescentou ainda que a “proteção das florestas e da biodiversidade não é apenas uma responsabilidade ambiental”, mas também “uma responsabilidade económica, social e intergeracional”.

Segundo o representante da FAO e conselheiro técnico do projeto TRI, Marco Palhane , esta ação representa “mais um passo” para a solução para as necessidades que o país enfrenta, na conservação de diversos tipos de sementes.

“Graças a estas câmaras frias há uma independência genética para poder fazer estas ações no momento correto, aumentado a possibilidade de sucesso das atividades”, disse Palhane.

Palhane assegurou ainda que com este passo, o país entra no mapa global das nações unidas na conservação e restauração das florestas e passará a ter um documento monográfico sobre a preservação das florestas.

O diretor da Direção das Florestas e da Biodiversidade, Adilson da Mata, avançou que após a instalação, a direção irá elaborar e adotar um plano de trabalho que visa “recolher a maior quantidade de muda possíveis e armazená-las”.

“Na nossa floresta temos espécie que a capacidade germinativa não chega um mês, mas com estas câmaras frias já nos dá a capacidade de conservar e armazenar estas sementes. Logo, o resultado disso é que poderemos ter mais quantidade de mudas disponíveis para a nossa atividade de restauração florestal”, explicou.

Ao todo, o país conta com três câmaras frias, sendo duas em São Tomé e uma na Região Autónoma do Príncipe.

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