A Federação Santomense de Futebol (FSF) voltou a adiar o início do campeonato nacional para o dia 17 de abril, devido à ausência de materiais desportivos, cuja chegada ao país está prevista para esta semana, segundo a organização.
A decisão surge após uma reunião realizada na sexta-feira, 10, com todos os clubes de futebol, onde a maioria das equipas marcou presença no encontro.
O novo adiamento da competição no arquipélago, deve-se a ausência de materiais desportivos, segundo o presidente da COCAN, que garantiu que a situação já está agora praticamente resolvida.
Segundo o presidente da Comissão Organizadora das Competições Nacionais (COCAN), José Rio, os equipamentos encontram-se atualmente nos armazéns do aeroporto de Lisboa, com previsão de chegada a São Tomé esta semana.
“Por alguns motivos, relativamente o volume dos materiais não se conseguiu colocar na aeronave e isso condicionou um bocado o envio destes materiais, mas pelas informações que temos é que já foram refeitos os volumes e já temos a carta de porte assegurada”, disse José Rio, numa entrevista concedida à Rádio Nacional de São Tomé e Príncipe.
Segundo o responsável, alguns clubes haviam condicionado a sua participação à receção desses materiais, o que contribuiu diretamente para o adiamento inicial.
“Temos estado sempre a conversar com os clubes, porque são os nossos associados e temos de dar satisfação do que está a passar. Na verdade, alguns clubes posicionaram e disseram que não podiam iniciar o campeonato sem alguns materiais”, frisou.
Relativamente ao apoio financeiro, o líder da COCAN garantiu que 50% dos valores habitualmente atribuídos aos clubes já foram entregues. Os restantes 50% serão disponibilizados ao longo da competição, conforme o modelo aplicado em anos anteriores.
A exigência de exames médicos aos atletas, também é outro ponto que tem preocupado os clubes. Segundo José Rio, esta é uma situação inédita e que representa um encargo significativo para os clubes, muitos dos quais não dispõem de meios financeiros para suportar os custos.
Nesse sentido, afirmou que a COCAN está a trabalhar em conjunto com o Governo para encontrar soluções, mostrando-se confiante numa possível flexibilização que permita viabilizar o arranque do campeonato.
“É a primeira vez e são muitos exames e o grande problema é que os clubes não têm meios financeiros para poder suportar os custos destes exames. Cada clube tem cerca de 30 jogadores, e se nós fomos ver, se esses exames custarem cerca de 1000 dobras por cada jogador, isso vai dar um valor muito alto para os clubes, e os mesmos [clubes] já manifestam que não têm condições de suportar estes custos, porque na verdade é algo novo que acresce as despesas que os clubes vão ter de enfrentar”, admitiu.
Além disso, destacou que os cartões dos jogadores, atualmente retidos nos serviços de medicina desportiva, constituem outro obstáculo que poderá influenciar o início das provas.
Quanto às infraestruturas, o José Rio revelou que alguns campos não foram aprovados para a competição. Como solução, os clubes afetados deverão utilizar estádios já homologados para a realização dos seus jogos.