Eleições’26: Candidatura presidencial independente de Vila Nova entregue ao Tribunal Constitucional

Na apresentação pública da recandidatura, em 15 de maio, Carlos Vila Nova propôs “um novo pacto nacional” entre partidos, igrejas, empresários, sociedade civil e diáspora, “para garantir estabilidade, para promover justiça, para criar oportunidade, construir um futuro comum”.

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Rádio Somos Todos Primos

O atual Presidente da República, Carlos Vila Nova, apresentou hoje ao Tribunal Constitucional a sua candidatura às eleições presidenciais de julho, concorrendo ao segundo mandato, afirmando-se como independente e com a promessa de unidade e estabilidade, anunciou o mandatário de campanha.

Segundo Wilfred Moniz, que falava após a entrega dos documentos no Tribunal Constitucional, a candidatura de Carlos Vila Nova é independente de partidos políticos e envolve todos os são-tomenses.

O jurista e ex-bastonário da Ordem dos Advogados de São Tomé e Príncipe disse que a candidatura de Carlos Vila Nova foi subscrita por mais de 600 eleitores, sendo que a lei exige o mínimo de 500 e máximo de mil.

“É uma candidatura de todos os são-tomenses, que não revê cidadãos com particularidade, mas uma candidatura inclusiva, de unidade, estabilidade e que venha estabilizar a sociedade”, declarou Wilfred Moniz, ladeado de outros responsáveis do gabinete de campanha de Carlos Vila Nova.

Questionado sobre a elaboração do orçamento e prestação de conta da campanha, tendo em conta a multa de cerca de 15 mil euros aplicada pelo TC ao candidato pela não prestação de contas da campanha das eleições presidenciais de 2021, Wilfred Moniz assegurou que desta vez, o candidato irá cumprir a lei.

“Aprendemos com o passado e desta vez vamos fazer aquilo que a lei estabelece para uma vez mais não estarmos a incumprir a lei”, assegurou.

Carlos Vila Nova e o jurista Miques João Bonfim são até ao momento os únicos que formalizaram a candidatura às presidenciais de 19 de julho, cujo prazo de candidaturas termina a 4 de junho.

Na apresentação pública da recandidatura, em 15 de maio, Carlos Vila Nova propôs “um novo pacto nacional” entre partidos, igrejas, empresários, sociedade civil e diáspora, “para garantir estabilidade, para promover justiça, para criar oportunidade, construir um futuro comum”.

“Peço novamente a vossa confiança, não por ambição pessoal e não apenas pela experiência que contribui, mas porque a estabilidade importa, porque a justiça exige firmeza, e porque o futuro precisa de liderança com serenidade”, apelou.

“Sou candidato porque o país ainda precisa de estabilidade, (…) porque a experiência conta em tempos exigentes, (…) porque muitos desafios ainda não estão resolvidos, e (…) porque acredito profundamente no futuro de São Tomé e Príncipe”, disse.

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