O chefe da Missão de Observação Eleitoral da União Europeia para São Tomé e Príncipe iniciou reuniões com todos os candidatos e várias instituições do país, e declarou que o objetivo da missão é contribuir para que tudo corra bem por São Tomé e Príncipe e o seu povo.
O eurodeputado português Sérgio Humberto, que chefia a missão, falava à imprensa no final do encontro com o candidato Nito D’Abreu, adiantando que terá encontros com todos os candidatos e várias instituições, até quarta-feira, quando será feita a apresentação pública da missão.
“O nosso objetivo é sempre um: com que isto tudo corra bem por São Tomé e Príncipe”, declarou Sérgio Humberto.
Questionado sobre a precisão quanto à situação política e do país, Sérgio Humberto disse que “é muito precoce ainda” fazer tal avaliação, tendo em conta que chegou ao arquipélago no domingo e ainda se reunirá com várias partes envolvidas.
“Nós vamos ter questões, ouvir opiniões de todas as candidaturas, de instituições, de organizações públicas, do povo, da sociedade civil. É muito importante, nós estamos aqui para escutar”, disse.
“Eu acho que isso é muito importante no momento eleitoral, saber ouvir, ter moderação, ser moderado, ser consciente. É isso que o povo nos pede e é isso que nós vamos fazer”, declarou o chefe da Missão de Observação Eleitoral da União Europeia (MOE_UE) em São Tomé e Príncipe.
Segundo um comunicado do Serviço de Ação Externa da UE, a Alta Representante para a Política Externa da UE, Kaja Kallas, nomeou Sérgio Humberto como chefe da missão de observação, enviada a convite das autoridades são-tomenses, para as eleições presidenciais, em 19 de julho, e também para a das legislativas, marcadas para 27 de setembro.
É a segunda vez desde 2022 que a UE destaca uma missão de observação eleitoral para o país.
A missão de observação, que Humberto diz-se honrado por liderar, apresentará uma avaliação independente e imparcial dos respetivos processos eleitorais. Numa altura em que o povo são-tomense se prepara para votar, a UE reafirma o seu apoio a São Tomé e Príncipe.

Uma equipa principal de sete analistas chegou a São Tomé em 14 de junho, apoiada por peritos em logística e segurança. Uma equipa de observadores de longo prazo juntou-se à missão em 26 de junho para observar o processo eleitoral em todo o país.
À medida que o dia das eleições se aproxima, juntar-se-ão a estes 14 observadores de curto prazo e observadores recrutados localmente a partir das missões diplomáticas acreditadas em São Tomé e Príncipe.
Finalmente, uma delegação do Parlamento Europeu irá juntar-se para as eleições legislativas, autárquicas e regionais em setembro.
Às presidenciais candidatam-se Eugénio Rodrigues da Trindade Tiny, Nito de Sousa Viegas D’Abreu, Miques João do Nascimento de Jesus Bonfim, Jorge Lopes Bom Jesus, e Carlos Manuel Vila Nova, este último recandidato ao cargo.
Segundo a Comissão Eleitoral Nacional (CEN), os dados definitivos do recenseamento eleitoral automático registaram 142.191 eleitores, dos quais 121.670 estão em São Tomé e Príncipe e 20.521 na diáspora, nomeadamente 15.917 nos cinco países da Europa, e 5.324 nos quatro países de África.