A Missão de Observação Eleitoral da União Europeia (UE) destacou hoje 14 observadores por todos os distritos de São Tomé e pela Região Autónoma do Príncipe, que irão juntar-se a outros 16 no terreno para reforçar o acompanhamento das fases das eleições, anunciou o chefe da missão, Sérgio Humberto.
Dois observadores deslocam-se esta quinta-feira para a ilha do Príncipe, enquanto os restantes foram distribuídos pelos distritos de São Tomé.
“O objetivo é estarem no terreno, familiarizar-se com a população e acompanharem todo o processo eleitoral, desde a campanha, o dia de reflexão e a votação, até à abertura das urnas, o acompanhamento da votação, o encerramento e a contagem dos votos”, afirmou.

A missão integra 14 observadores de curta duração, que se juntam aos 16 observadores de longa duração já destacados no país. Integra ainda sete analistas de diferentes áreas, responsáveis pela avaliação técnica do processo eleitoral.
Segundo Sérgio, a missão pretende assegurar uma “observação rigorosa de todo o processo” e representa “um compromisso de proximidade da União Europeia com São Tomé e Príncipe”.
A missão é composta por observadores de vários Estados-membros da União Europeia e inclui também um representante do Canadá.
Sérgio Humberto acrescentou ainda que, dois dias depois do dia eleitoral de 19 de julho, a missão publicará uma declaração com as suas conclusões preliminares sobre o processo eleitoral, que será divulgada em conferência de imprensa em São Tomé, e o relatório final, que “incluirá um conjunto de recomendações para a melhoria de futuros processos eleitorais” será apresentado num prazo de dois meses, após a conclusão das eleições.
O Tribunal Constitucional são-tomense admitiu cinco candidatos às presidenciais, nomeadamente Eugénio Rodrigues da Trindade Tiny, Nito de Sousa Viegas D’Abreu, Miques João do Nascimento de Jesus Bonfim, Carlos Manuel Vila Nova, que é recandidato ao cargo, e Jorge Bom Jesus, que anunciou desistência já fora do prazo legal.
Segundo a Comissão Eleitoral Nacional (CEN), os dados definitivos do recenseamento eleitoral automático registaram 142.191 eleitores, dos quais 121.670 estão em São Tomé e Príncipe e 20.521 na diáspora, nomeadamente 15.917 em cinco países da Europa, e 5.324 em quatro países de África.