Supensa paralisação no Banco de Urgência. PM prometeu condições para que o hospital funcione regularmente

“É o nosso hospital de referência. […] Daí que tenhamos que criar condições mínimas para que esse hospital funcione regularmente. É isso que nós vamos fazer”, disse, Jorge Bom Jesus.

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A paralisação dos profissionais de saúde do banco de urgência do Hospital Central Doutor Ayres de Menezes foi suspensa na segunda-feira, dia 20 de dezembro, após o Governo garantir a climatização e a segurança nas instalações.

A paralisação durou uma semana, com os serviços a serem transferidos para uma instalação provisória, onde, segundo os médicos, “não estava estruturalmente concebida para atender na modalidade de urgência”.

“Neste momento já houve esta melhoria razoável e retomamos o trabalho em pleno”, afirmou, na segunda-feira, a presidente do Sindicato dos Médicos de São Tomé e Príncipe, Benvinda Vera Cruz, recordando que “apesar da paralisação” sempre foram atendidos “os casos graves”.

Segundo a médica, foram resolvidos “o problema de climatização, o exaustor, melhoraram o teto, a porta” e pintaram o interior do edifício. “Não está 100%, mas dá para trabalhar”, afirmou.  

Um dia após o levantamento da paralisação, o primeiro-ministro Jorge Bom Jesus visitou as instalações hospitalares da urgência para verificar a situações dos serviços e prometeu priorizar a saúde e criar condições para que a instituição funcione normalmente em 2022.

“Os trabalhos reataram desde ontem [segunda-feira], eu vim constatar e as pessoas estão a trabalhar, os pacientes estão a ser atendidos, mas há obras ainda em curso, sobretudo ao nível da climatização [de outras áreas], ainda há algumas melhorias e benfeitorias que têm que ser feitas”, afirmou o chefe do Governo.

O primeiro-ministro referiu que “além dos problemas de equipamentos”, o Hospital Central Doutor Ayres de Menezes tem “outros problemas de infraestruturas que precisam de ser reabilitadas”.

“É o nosso hospital de referência. Cobre o distrito de Água Grande e o país todo. Portanto, as valências e as especialidades que aqui existem obriga a que toda a gente tenha que recorrer a esses serviços. Daí que tenhamos que criar condições mínimas para que esse hospital funcione regularmente. É isso que nós vamos fazer”, disse, Jorge Bom Jesus.

 O primeiro-ministro assegurou que com a aprovação final global do Orçamento do Estado, o Governo vai “priorizar esta área que é vital”, considerando que “sem a saúde não há desenvolvimento”.

“Temos que hierarquizar as nossas despesas e as nossas prioridades e, de facto, temos que investir mais neste hospital, sem esquecer os recursos humanos. Uma infraestrutura destas não funciona sem criar condições mínimas de trabalho”, precisou o chefe do Governo.

Jorge Bom Jesus reconheceu as reivindicações dos profissionais de saúde afirmando que “de fato, faltava condições, pelo menos no banco de urgências”.

Contudo, o chefe do governo não descartou um possível processo de responsabilização dos profissionais de saúde pela paralisação, que o ministro da Saúde admitiu enquadrar enquanto “negação do socorro”, uma vez que aconteceu uma semana antes de expirar o prazo acordado pelas partes num memorando assinado em novembro.

 “Vai-se analisar. O ministro é da área e ele vai fazer o seu trabalho, apresentará ao chefe do Governo, nós analisaremos e tentaremos ser o mais justo possível”, explicou.

O Diretor do Hospital, Amério Pinto justificou que as intervenções no Banco de Urgência só iniciaram a uma semana do fim do prazo assinado no memorando om os profissionais de saúde por causa de burocracias legais.

A lei de licitação do país não nos possibilita fazer as intervenções, às vezes, em tempo real conforme as vezes as situações exigem”, justificou.

O diretor do Hospital avançou que com o aproximar da quadra festiva já estão a tratar do “aprovisionamento de medicamentos” para o reforço do stock do sistema nacional de saúde.

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