FAYA efetua o primeiro pagamento na ilha do Príncipe no âmbito do projeto Dividendo Natural

A fundação assegurou que o projeto continuará a expandir-se, com a meta de alcançar mais cidadãos e reforçar o compromisso coletivo com a preservação ambiental na região.

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Rádio Somos Todos Primos

O projeto Dividendo Natural, integrada na fundação FAYA, efetuou o primeiro pagamento aos beneficiários na Região Autónoma do Príncipe, que visa recompensar a população pelo contributo na conservação do meio ambiente.

“Eu fui a primeira pessoa que escrevi na Faya, fiz a inscrição com todos os requisitos que pediram e hoje dão um passo”, afirmou um dos beneficiários, satisfeito com o cumprimento do pagamento.

“Vim receber uma oferta da Faya e sinto-me bem porque vai ajudar um pouco nas despesas do quintal e até dos vizinhos, isso se todos colaborarem”, acrescentou .

O Dividendo Natural tem como objetivo incentivar a proteção ambiental, promovendo a participação ativa das comunidades na conservação da natureza e, simultaneamente, gerar benefícios sociais para a população.

“O que nós procuramos é desenvolver aqui um modelo que equilibre a natureza e os seres humanos, que permita conservar a natureza e, em simultâneo, melhorar as condições de vida da população do Príncipe”, explicou o diretor executivo da FAYA, Jorge Alcobia.

“A ambição é expandir a iniciativa e gostaríamos depois de replicar isso noutras regiões, principalmente em São Tomé, por razões óbvias, mas estamos a procurar transformar o Príncipe num exemplo mundial de que é possível preservar a natureza e melhorar as condições de vida da população”, acrescentou.

O projeto teve início a 24 de fev. de 2025, onde foram inscritas cerca de 3 mil pessoas e aproximadamente 2.500 foram contempladas nesta primeira fase e, segundo os responsáveis, os restantes casos deveram-se, sobretudo, à falta de dados bancários ou informações incompletas.

“Apareceram algumas dessas pessoas ontem e hoje, porque souberam que os vizinhos receberam e há pessoas a quem ligámos para confirmar onde vivem, mas não atenderam durante meses”, esclareceu Alcobia.

“Essencialmente, as pessoas que não receberam são as que não nos deram todos os dados e o processo ainda não terminou, porque essas pessoas irão receber o valor na segunda fase, já nos próximos dias”, reforçou.

A fundação assegurou que o projeto continuará a expandir-se, com a meta de alcançar mais cidadãos e reforçar o compromisso coletivo com a preservação ambiental na região.

Primeiros pagamentos do Dividendo Natural já chegaram a cerca de 2.500 beneficiários no Príncipe, numa iniciativa que alia conservação ambiental à melhoria das condições de vida da população.

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