Dia Mundial do Ambiente assinalado com feira de sensibilização contra poluição por plástico

Durante a feira, a ministra do Ambiente, Nilda da Mata, sublinhou a importância do envolvimento coletivo na defesa do ambiente e reconheceu os desafios que São Tomé e Príncipe continua a enfrentar na gestão dos resíduos sólidos, em particular dos plásticos não biodegradáveis.

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Rádio Somos Todos Primos

A organização não-governamental Oikos, em parceria com o Ministério do Ambiente, promoveu hoje, 5 de junho, na praça Yon Gato, uma feira de sensibilização ambiental sob o lema “Somos Ambiente”, para assinalar o Dia Mundial do Ambiente e alertar a população para os perigos do uso e da má gestão dos resíduos plásticos e do seu impacto na poluição do ambiente.

O evento, que decorre durante dois dias, tem como principal objetivo consciencializar os cidadãos são-tomenses sobre os impactos negativos do plástico no ambiente e a necessidade de adotar práticas mais sustentáveis de proteção dos ecossistemas.

A coordenadora do projeto Oikos, Mafalda Afonso, destacou que a iniciativa pretende incentivar mudanças de comportamento e reforçar a participação da sociedade na preservação ambiental, através de ações de sensibilização e demonstração de alternativas sustentáveis.

“No âmbito do dia mundial do ambiente  o nosso objetivo foi  sensibilizar, para a gestão dos resíduos […]. Nós tentamos desenvolver esta feira para não só trazer produtos reciclados e produtos locais, mas também sensibilizar de alguma forma” afirmou.

No centro da feira, uma estrutura em forma de falcão, construída com fragmentos de plástico recolhidos em várias praias do país, chamou a atenção dos visitantes. A estrutura pretende transmitir uma mensagem de sensibilização para a reciclagem e para a necessidade de evitar a poluição das zonas costeiras.

Entre os participantes, Leonor Rocha considerou a iniciativa “excelente”, destacando a importância de educar a população sobre a preservação das praias e incentivar práticas mais responsáveis no tratamento dos resíduos.

“Nós temos praias paradisíacas […] nós queremos que os visitantes que vêm aqui no nosso país tenham a sensação de paraíso na terra”, disse. 

Durante a feira, a ministra do Ambiente, Nilda da Mata, sublinhou a importância do envolvimento coletivo na defesa do ambiente e reconheceu os desafios que São Tomé e Príncipe continua a enfrentar na gestão dos resíduos sólidos, em particular dos plásticos não biodegradáveis.


“Alguns cidadãos ainda não compreenderam a necessidade de nós passarmos a utilizar as alternativas biodegradáveis, que são bastante, podemos ter sacos de pano, sacos de ráfia, sacos de papel, portanto ainda há muita gente presa ao saco de plástico não biodegradável”, sublinhou

A ministra alertou ainda para os efeitos da poluição nos ecossistemas terrestres e marinhos, defendendo uma maior colaboração entre instituições, organizações e cidadãos para reduzir o impacto ambiental dos resíduos e promover uma gestão mais eficiente dos mesmos.

A feira contou igualmente com a participação de diversos produtores e expositores locais. Membros da Fundação Fluta Nón e da marca Bocado D’Omali, dentre outros, apresentaram produtos nacionais, valorizando os recursos locais e promovendo o consumo sustentável.

“Tenho aqui vários produtos como, farinha de fruta pão, farinha de mandioca, farinha de banana prata e farinha de banana pão […] espero vender bastante”
afirmou Esmael Silva da Fundação Fluta Nón. 

Os vendedores afirmaram que a presença na feira constitui uma oportunidade para divulgar os seus produtos, sensibilizar os consumidores e demonstrar o potencial da produção nacional associada à proteção do ambiente.

Num ambiente marcado por atividades de sensibilização, exposições, vendas e intercâmbio de experiências, São Tomé e Príncipe assinalou assim o Dia Mundial do Ambiente, celebrado anualmente a 5 de junho, reforçando o apelo à preservação dos recursos naturais e à redução da poluição por plástico.

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