A Polícia Judiciária (PJ) de São Tomé e Príncipe assinalou hoje o seu 33.º aniversário com uma cerimónia comemorativa marcada por reflexões sobre o percurso da instituição e por apelos ao reforço dos recursos humanos e tecnológicos para enfrentar os desafios da criminalidade contemporânea.
O ato reuniu agentes da corporação, representantes de instituições do Estado e convidados, num momento dedicado ao reconhecimento do trabalho desenvolvido pela PJ ao longo de mais de três décadas ao serviço da justiça e da segurança nacional.
Em representação da ministra da Justiça, Assuntos Parlamentares e Direitos da Mulher, Ernestino Aguiar destacou a importância da instituição no sistema judicial santomense, sublinhando o seu papel na investigação criminal e na defesa do Estado de direito.
“Celebrar o aniversário da polícia judiciária é muito mais do que assinalar uma data institucional. É reconhecer uma história de dedicação, sacrifício e compromisso […] A Polícia Judiciária ocupa um lugar singular na arquitetura da justiça criminal. A sua missão não se limita à investigação de crimes, ela constitui um verdadeiro pilar da credibilidade do sistema judicial”, vincou Ernestino Aguiar em representação da ministra da Justiça.

A polícia judiciária de São Tomé e Príncipe é o órgão auxiliar da administração da justiça na defesa da legalidade democrática e no respeito dos direitos dos cidadãos. Está atualmente dividida em: Brigada de Homicídios – investiga todos os crimes contra a vida e descoberta da verdade material; Brigada de Abuso Sexual e VBG – investiga todos os crimes sexuais de menores e violência baseada no género: Brigada de Drogas – combate o tráfico, consumo, distribuição de drogas e crime de burla e abusos de confiança; e a Brigada de Furto – investiga crimes de furtos, roubos, incêndios e tudo contra propriedade.
Durante a cerimónia, o diretor da Polícia Judiciária, Domílzio Matos, enalteceu os apoios que a instituição tem recebido ao longo dos anos, salientando que esses contributos têm permitido à PJ desempenhar funções essenciais na prevenção e investigação de crimes.
“Quero deixar um agradecimento público aos parceiros de cooperação, que têm estado ao nosso lado no momento que mais importa. Obrigado pelo apoio na aquisição de equipamentos técnicos e laboratoriais que nos permite investigar com mais rigor e rapidez”, afirmou Domílzio Matos
O responsável destacou igualmente o reconhecimento alcançado pela corporação e o empenho dos seus profissionais, apesar das dificuldades enfrentadas no exercício das suas funções.
“Hoje somos reconhecidos dentro e fora do país pelo nosso trabalho, cada operação bem-sucedida, cada rede desmantelada, cada vítima que encontra justiça, é o resultado do trabalho silencioso, mas determinante para a segurança da nossa sociedade”, afirmou Domílzio Matos.

A Polícia Judiciária conta atualmente com um laboratório de polícia científica (LPC) que trabalha na inspeção ao local do crime, recolha e tratamento de vestígios e exames forenses.
O Ministério da Justiça, defendeu a continuidade dos investimentos na capacitação dos recursos humanos e na modernização tecnológica da Polícia Judiciária, considerando que o fortalecimento institucional é fundamental para responder às novas formas de criminalidade e consolidar a democracia.
“O fortalecimento da polícia judiciária deve continuar e constituir uma prioridade nacional. Investir na formação dos investigadores, modernizar os meus técnicos e científicos de operação, reforçar a cooperação internacional, melhorar as condições de trabalho dos seus profissionais e consolidar a autonomia operacional da instituição não são despesas, são investimentos estratégicos”, citou Ernestino Aguiar, em representação da ministra da justiça.
Polícia Judiciária completa 33 anos de existência, e pretende continuar a trabalhar pela segurança dos cidadãos, pelo combate à criminalidade e pelo fortalecimento da justiça em São Tomé e Príncipe.