A Federação Internacional de Futebol (FIFA) anunciou que o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan receberá integralmente o salário previsto para sua participação na Copa do Mundo de 2026, apesar de ter sido impedido de entrar nos Estados Unidos, um dos países-sede do torneio.
Artan, que faria história como o primeiro árbitro da Somália a atuar em um Mundial, teve sua entrada negada pelas autoridades norte-americanas por questões relacionadas aos procedimentos migratórios. A decisão ocorreu mesmo após o profissional ter obtido visto válido e ter sido oficialmente selecionado pela FIFA para integrar a equipa de arbitragem da competição.
Em comunicado, a FIFA lamentou a situação e destacou que não possui autoridade para interferir nas decisões soberanas dos países em matéria de imigração. No entanto, a entidade assegurou que o árbitro não será prejudicado financeiramente e receberá todos os valores que lhe seriam devidos durante o torneio.
A notícia gerou repercussão no meio desportivo internacional. Dirigentes, especialistas e representantes da arbitragem classificaram o episódio como uma perda para o Mundial, ressaltando a trajetória de destaque de Artan no futebol africano.
Em 2025, ele foi eleito o melhor árbitro masculino da África pela Confederação Africana de Futebol (CAF), consolidando-se como uma das principais referências da arbitragem no continente.
Na semana passada, a UEFA escolheu Omar Abdulkadir Artan para apitar a Supertaça Europeia, marcada para 12 de agosto, em Salzburgo, e que colocará frente a frente o Paris Saint-Germain, vencedor da Liga dos Campeões, e o Aston Villa, vencedor da Liga Europa.
A nomeação foi recebida como mais uma demonstração do reconhecimento internacional alcançado pelo árbitro somali, cuja carreira continua em ascensão apesar do contratempo vivido às portas do Mundial.