A ADI remarcou o seu congresso eletivo para o dia 26 de julho, no qual deverão concorrer à presidência do partido o atual líder Patrice Trovoada e o atual primeiro-ministro Américo Ramos, anunciou fonte oficial, após o Conselho Nacional realizado no domingo e que ficou marcado por conflitos e agressões entre militantes.
Com o caos instalado, o primeiro-ministro Américo Ramos e grande parte dos seus apoiantes foram forçados a abandonar o Conselho Nacional, denunciando alegadas irregularidades no processo.
“A lista foi totalmente adulterada, contrariamente aquela que está no Tribunal Constitucional”, denunciou Américo Ramos, apontando ainda a falta de publicidade do código eleitoral apresentado no Conselho Nacional, e ainda o não cumprimento do acórdão do Tribunal Constitucional que decidiu pela realização do congresso num prazo de 30 dias.
“Nós não podemos aceitar uma coisa dessa, por isso que eu convido as pessoas que realmente querem um ADI democrático, organizado que não assistem a este teatro”, sublinhou.
Américo Ramos disse que ele e várias pessoas pediram a palavra na reunião, mas as intervenções não foram permitidas.
“Aquilo que está a acontecer não é democratização do partido, não é nada […] Estamos numa ditadura, num partido em que, infelizmente, como nós assistimos, reuniões, conselhos nacionais feitos online, sem a presença do presidente do Partido e nós estamos assistir como normal”, disse.
A primeira vice-presidente da ADI, Celmira Sacramento lamentou os incidentes registados no início dos trabalhados e atribuiu responsabilidade à Orlando da Mata e os apoiantes de Américo Ramos.
“Foi uma equipa criada para desestabilizar […] mas como a Direção do partido tem consigo a maioria dos membros do conselho Nacional, eles saíram, mas sala ficou cheia de membros”, afirmou assegurando que a lista dos delegados é a que o TC tem e validou.
Celmira Sacramento apontou as principais decisões tomadas no Concelho Nacional, após a saída de Américo Ramos e seus apoiantes, com destaque para a marcação do congresso eletivo para o dia 26 de julho e a aprovação do respetivo código eleitoral, a apoio ao candidato Nito D’Abreu nas eleições presidenciais.
Foi ainda constituída a equipa de comissão eleitoral interna que irá preparar o processo eleitoral para o dia 26 de julho, e que deverá ter como candidatos Américo Ramos e Patrice Trovoada