O Presidente da República, Carlos Vila Nova e o primeiro-ministro Américo Ramos manifestaram hoje profundo pesar pela morte do antigo Presidente da República Democrática de Timor-Leste, Francisco Guterres “Lu Olo”, destacando o seu papel na luta pela independência timorense e o legado político que deixa ao seu país e à comunidade lusófona.
Numa nota divulgada hoje, o Presidente da República afirmou ter recebido com “profunda consternação e imenso pesar” a notícia do falecimento de Francisco Guterres “Lu Olo”, ocorrido na véspera, sublinhando que se tratava de uma figura central da resistência timorense, antigo Presidente da República Democrática de Timor-Leste e presidente da FRETILIN.
O chefe de Estado santomense recordou que Francisco Guterres foi um dos sobreviventes mais proeminentes da geração que fundou e liderou a luta armada pela independência de Timor-Leste, tendo sido também a entidade que recebeu formalmente a transferência de soberania das Nações Unidas aquando da restauração da independência do país.
Na mesma mensagem, o Presidente da República apresentou condolências à família, aos amigos, à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e ao povo timorense, prestando homenagem à vida, ao percurso e ao legado daquilo que classificou como uma “Grande Figura da história política de Timor-Leste”.
Também o Primeiro-Ministro e Chefe do Governo de São Tomé e Príncipe, Américo de Oliveira Ramos, expressou “profunda tristeza e consternação” pelo desaparecimento do antigo Presidente timorense, a quem descreveu como “ilustre combatente da resistência timorense” e uma das figuras mais marcantes da história contemporânea de Timor-Leste.
Na mensagem dedicada aos cidadãos timorenses, o chefe do Governo destacou uma vida dedicada à liberdade, à autodeterminação e à construção do Estado timorense, salientando o patriotismo, a liderança e o compromisso de Francisco Guterres “Lu Olo” com os valores da paz, da democracia e da unidade nacional.
Segundo Américo Ramos, o percurso político e institucional do antigo Presidente deixou uma marca indelével em Timor-Leste e constituiu uma referência para todos aqueles que acreditam no diálogo e na cooperação entre os povos.
O Primeiro-Ministro considerou ainda que a morte de Francisco Guterres representa uma perda profunda para Timor-Leste e para toda a comunidade lusófona, afirmando que permanecerá o legado de um homem de Estado que serviu o seu país com dedicação exemplar.
Na mensagem de condolências, o Governo santomense transmitiu solidariedade ao Governo timorense, à família enlutada e ao povo de Timor-Leste, associando-se ao luto nacional e expressando respeito pela memória do antigo chefe de Estado.