O Presidente da República reeleito, Carlos Vila Nova definiu hoje a pacificação social como uma das grandes prioridades para o novo mandato que disse ter recebido do povo como “compromisso renovado para continuar a servir o país com honestidade, independência, equilíbrio e respeito pela Constituição da República”.
Durante a conferência de imprensa em reação aos resultados provisórios divulgados pela Comissão Eleitoral Nacional (CEN), Carlos Vila Nova considerou que os resultados que lhe deram a vitória de com 55,9% dos votos,“apontam para uma vitória clara da confiança do povo” que disse receber “com humildade e responsabilidade”.
“O país precisa de virar definitivamente a página da divisão, do ressentimento, da perseguição e do discurso do ódio. Precisamos reconstruir pontes, restaurar a confiança entre as instituições e devolver aos cidadãos a esperança de que é possível fazer política com respeito, diálogo e sentido de Estado”, sublinhou Vila Nova.

Aos que não votaram na sua candidatura, Carlos Vila Nova disse que não os vê “como adversários a vencer, mas como compatriotas” com quem que construir o futuro da nação.
“A partir deste momento não há vencedores nem vencidos. Existe apenas um único vencedor, São Tomé e Príncipe […] Não construiremos um país forte se continuarmos divididos. Não haverá desenvolvimento económico sem estabilidade institucional. Não haverá progresso sem unidade nacional”, acrescentou.
Carlos Vila Nova prometeu estender “a mão a todas as forças políticas, as igrejas, aos jovens, às mulheres, aos trabalhadores, aos empresários, à diáspora e à sociedade civil”, sublinhando que “todos terão lugar na construção de um São Tomé e Príncipe mais justo, mais próspero e mais unido”.
“Iniciarei um novo mandato consciente de que os desafios do país são enormes: Criar oportunidades para a juventude, fortalecer as instituições, consolidar a democracia, defender a justiça, promover o crescimento económica e garantir que ninguém fique para trás”, declarou Carlos Vila Nova.
Mais de 142 mil eleitores foram chamados a escolher o Presidente da República, numas eleições marcadas pela crispação política, mas sem registo de incidentes de maior, além de duas barricadas no sul de São Tomé que levaram a anulação da votação naquelas comunidades.