Eleições’26: ROJAE destaca eleições em conformidade com padrões internacionais e felicita “maturidade democrática”

Apesar de considerar que as operações seguiram o padrão regular, a missão apelou à simplificação do processo eleitoral e à melhoria de alguns procedimentos.

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Rádio Somos Todos Primos

A Missão de Observação da Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral dos Países de Língua Portuguesa (ROJAE-CPLP) considerou hoje que as eleições presidenciais são-tomenses decorreram em conformidade com o quadro jurídico-eleitoral nacional e os padrões internacionais e felicitou a “maturidade democrática” que marcou o processo.

“Com base na observação realizada no terreno, a Missão de Observação Eleitoral da ROJAE-CPLP considera que as eleições presidenciais da República Democrática de São Tomé e Príncipe, realizadas em 19 de julho de 2026, decorreram num clima pacífico, ordeiro e de tranquilidade, tendo sido conduzidas, do ponto de vista organizacional e operacional, em conformidade com as regras legalmente estabelecidas no quadro jurídico-eleitoral da República Democrática de São Tomé e Príncipe, bem como com os princípios e padrões internacionais.  […] Missão saúda igualmente o povo são-tomense, pela maturidade democrática e pela forma cívica,  pacífica e ordeira, como ocorreu às urnas para exercer o seu direito de sufragio. ”, citou o porta-voz da ROJAE-CPLP, Arlindo Pereira.

“Nas mesas de voto observadas, verificou-se, de um modo geral, o cumprimento dos procedimentos legalmente aplicáveis à abertura e ao funcionamento das operações de votação”, frisou, acrescentando que, apesar dos atrasos observados na abertura de algumas mesas, estes não comprometeram a regularidade do processo.

Carlos Vila Nova foi reeleito Presidente de São Tomé e Príncipe, à primeira volta, com 55,94% dos votos, segundo os resultados preliminares divulgados hoje pela Comissão Eleitoral Nacional (CEN). O principal adversário, Nito d’Abreu, arrecadou 41,42% dos votos.

A missão, chefiada pelo venerando juiz conselheiro Manuel Pereira da Silva, presidente da Comissão Nacional Eleitoral de Angola e presidente da ROJAE-CPLP, integrou dez observadores eleitorais provenientes de quatro países dos órgãos jurisdicionais e da administração eleitoral dos Estados-membros, nomeadamente Angola, Brasil, Cabo Verde e Portugal.

Apesar de considerar que as operações seguiram o padrão regular, a missão apelou à simplificação do processo eleitoral e à melhoria de alguns procedimentos.

“As operações eleitorais, designadamente o processo de votação e a contagem dos votos, foram realizadas nas mesas de voto observadas em conformidade com os procedimentos legalmente estabelecidos. Todavia, a missão considera desejável a introdução de mecanismos de simplificação dos procedimentos eleitorais, em particular no que respeita à orientação ao eleitor sobre onde deve exercer o seu direito de voto”, frisou, acrescentando que o processo permitirá reduzir o tempo necessário para a conclusão dos trabalhos eleitorais.

A missão recomendou igualmente o “aperfeiçoamento dos procedimentos logísticos relativos à entrega e recolha dos materiais eleitorais, tanto na fase de distribuição como na fase de recolha após a votação”, de modo a evitar que algumas mesas de voto permaneçam durante algumas horas a aguardar a recolha dos respetivos materiais após o encerramento formal dos trabalhos.

Para a observação das eleições presidenciais encontram-se no terreno várias missões internacionais, nomeadamente da União Europeia, da União Africana, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), dos países do G-7+, da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) e ainda da Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração dos Países de Língua Portuguesa (ROJAE-CPLP).

Segundo a CEN, os dados definitivos do recenseamento eleitoral automático registaram 142.191 eleitores, dos quais 121.670 estão em São Tomé e Príncipe e 20.521 na diáspora, nomeadamente 15.917 em cinco países da Europa, e 5.324 em quatro países de África.

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