Vários passageiros são-tomenses, incluindo doentes, encontram-se retidos em Luanda desde sábado, 8 de agosto, após o cancelamento de um voo da TAAG, e acusam a companhia de falta de esclarecimentos sobre a situação que dizem estar a causar vários transtornos.
Segundo informações reveladas à RSTP por uma das passageiras, Liudmila Leal, a mesma deveria viajar no voo DT550 da TAAG, com saída de São Tomé prevista para sexta-feira, 07 de agosto, com destino a Lisboa, mas acabou por viajar apenas na madrugada de sábado, 08 de agosto.
“Posto já em Luanda, no dia oito de agosto, foi-nos comunicado que deveríamos dirigir-nos ao hotel, porque ainda estavam à procura de soluções. Houve uma situação qualquer que não souberam explicar-nos e disseram que iriam resolver”, afirmou.
Liudimila Leal informou que os passageiros foram encaminhados pela agência para o Hotel Presidente, em Luanda, onde permanecem à espera de informações sobre a retoma da viagem.
A passageira afirmou que muitos dos passageiros se deslocavam em missão de serviço e têm compromissos profissionais nos seus destinos.
“Foi-nos dando voltas”, afirmou, referindo-se à falta de uma resposta concreta sobre a situação.
Segundo Leal, já na manhã de hoje, um grupo de passageiros de 12 pessoas foi retirado, entre as quais seis crianças e seis adultos, havendo ainda passageiros com problemas de saúde.
“Temos pessoas que se encontram doentes, como uma pessoa com diabetes que necessita de monitorização da doença, principalmente por ter tratamentos e curativos”, explicou.
Apesar de serem apresentadas várias reclamações junto da agência, os passageiros reclamam a falta de esclarecimentos.
“Não me foi dada uma data em concreto. Esta situação já se tornou insustentável. Já tivemos aqui episódios de gritaria, choros e lamentações de pessoas que têm os seus destinos”, afirmou.
Os passageiros apelam à intervenção das autoridades são-tomenses para ajudar a encontrar uma solução para a situação.
“Todos os nossos direitos como passageiros e seres humanos foram violados pela TAAG e não há ninguém que possa responder por nós”, afirmou um dos passageiros.