São Tomé e Príncipe acolheu, esta segunda-feira, a abertura da Semana Internacional da Juventude, sob o tema “Da Voz à Ação: Jovens Promovendo a Saúde Mental e o Bem-Estar”, reunindo jovens de diversas esferas da sociedade são-tomense para um espaço de diálogo e reflexão sobre questões relacionadas com a saúde mental.
Promovido pelo UNICEF, em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) e o Conselho Nacional da Juventude (CNJ), o evento contou com a participação de representantes juvenis, U-Reporters, membros do Parlamento Infantojuvenil, organizações da sociedade civil, instituições governamentais e agências das Nações Unidas.
O Coordenador Residente Interino da ONU em São Tomé e Príncipe, Antonio Aranibar, destacou a importância de ouvir os jovens e de criar condições para a sua participação na vida pública.
“Os jovens no mundo todo têm as mesmas aspirações. De serem ouvidos, de participar na vida pública, de ter oportunidades. […] É importante não só falar de jovens, mas ouvir os jovens”, afirmou.
Aranibar chamou igualmente a atenção para o impacto das redes sociais na vida dos jovens e para a necessidade de reforçar a atenção à saúde mental.
“Muitas das interações que o ser humano tem são feitas pelas redes sociais. As redes sociais têm redefinido as nossas vidas e os que mais sabem utilizar as redes sociais são os jovens. […] É muito importante apostar na sua saúde mental”, disse.
A atividade proporcionou um ambiente de diálogo participativo sobre os desafios relacionados com a saúde mental dos jovens, com apelo a procura de apoio perante situações de dificuldade emocional.

Para Kilza Lima, membro do Conselho Nacional da Juventude, o momento representou uma oportunidade para que os jovens possam dar voz aos desafios que enfrentam diariamente, sem medo ou receio.
“Muitas das vezes nós, seres humanos, jovens, queremos guardar tudo para nós. Não queremos compartilhar as nossas emoções e problemas porque pensamos que ninguém irá entender ou ajudar. Se nós começarmos a pedir ajuda e entender que a saúde mental não é estar feliz todo o tempo, mas saber lidar com as emoções”, afirmou.
Sublinhou ainda que as dificuldades fazem parte da vida, mas defendeu a importância de procurar formas de as enfrentar.
“Todos nós passamos por dificuldades, […] mas temos que seguir em frente”, acrescentou.
O programa contou também com a exibição da curta-metragem “Ximidô”, que aborda os desafios relacionados com a saúde mental enfrentados pelos jovens.