A população de Madalena fez barricadas e vandalizou hoje a drenagem para impedir o abastecimento de água potável à capital são-tomense como forma de protesto contra a falta de água na localidade que, segundo fontes comunitárias, se arrasta há vários anos.
“A população invadiu o reservatório e de repetnte, muita água começou a perder-se/escorrendo para a estrada”, relatou o ativista para questão de acesso à água potável, Adelcio Costa, durante uma live, a partir do local.
“Nós podemos manifestar, mas não vandalizar as coisas de água, porque realmente estas coisas custam dinheiro. Fácil é danificar e depois é recuperar”, sublinhou.
Adélcio Costa relatou também e mostrou durante a ‘live’ que “toda a estrada está vedad e há muita barricada” nas vias de acesso à Madalena.
Segundo um morador contactado pela RSTP, ao contrário de informações inicialmente divulgadas, não houve corte de qualquer tubagem principal, mas sim o fecho de um sistema de drenagem que permitia a passagem de água para a cidade de São Tomé.
“Não cortámos o tubo. Apenas fechamos a drenagem que levava água para a capital. A água acabou por sair para a estrada, mas era para chamar atenção à nossa situação”, explicou a mesma fonte.
De acordo com o morador, a situação foi depois normalizada, com a reposição do fluxo de água em direção à capital e a interrupção do escoamento para a via pública.
A ação surge num contexto de forte insatisfação da comunidade local, que denuncia falta de acesso regular à água há vários anos.
“Há quintais onde não corre água há quase quatro anos, enquanto vemos sempre água a sair daqui para abastecer a cidade”, afirmou.
Já no final da tarde, o ativista Adélcio Costa sublinhou que “está tudo resolvido e o desperdiço já foi estancado”.
Ainda segundo a mesma fonte, o ministro das Infraestruturas deslocou-se ao local na terça-feira para dialogar com a população, mas não apresentou soluções concretas para resolver o problema do abastecimento em Madalena.
Quanto à barricada, segundo as fontes, deve-se sobretudo à degradação.