A Universidade de São Tomé e Príncipe (USTP) está a reforçar a sua estratégia de internacionalização com o lançamento de uma parceria institucional, no âmbito do projeto LinAqua, uma iniciativa que visa promover a qualidade do ensino, a mobilidade académica e a sustentabilidade ambiental.
A parceria, estabelecida entre a USTP, a Universidade de Augsburgo (Alemanha), a Universidade Federal Fluminense e a Universidade Federal do Ceará (Brasil), insere-se no programa Germanistische Institutspartnerschaft (GIP 2026-2028), financiado pelo Serviço Alemão de Intercâmbio Académico (DAAD).
“Neste quadriénio, pretende-se, entre várias vertentes, reforçar a internacionalização e a cooperação. Isso já tem vindo a acontecer, à medida que cada vez mais parceiros estabelecem contacto com a universidade e que a própria instituição tem procurado, de forma dinâmica, novas parcerias com outras universidades, tanto no continente africano como na Europa e nas Américas”, afirmou pró-reitora da USTP, Raquel Moreno.

A pró-reitora da USTP, destacou que estas parcerias são essenciais para concretizar o plano estratégico 2023-2027 da instituição, sobretudo no que diz respeito ao desenvolvimento sustentável, à melhoria do ensino e ao fortalecimento da ligação com a comunidade.
“Temos a consciência de que, sem parcerias, a universidade não se desenvolve nas linhas que traçou há quatro anos para o desenvolvimento e a sustentabilidade do ensino, da aprendizagem e da proximidade com a comunidade”, afirmou.

Entre os projetos em curso, o LinAqua surge como uma das principais iniciativas, reunindo universidades de São Tomé e Príncipe, Alemanha e Brasil. A proposta combina ensino da língua alemã com temas como sustentabilidade ambiental, qualidade da água, turismo sustentável e economia azul.
“O projeto LinAqua é um dos projetos mais relevantes da universidade, que integra o conjunto de iniciativas em que participam tanto professores como estudantes”, disse.
“Trata-se de um consórcio que integra o ensino, a aprendizagem e as questões da sustentabilidade ambiental. O projeto chama-se LinAqua precisamente porque, durante o processo de ensino, serão trabalhados temas relacionados com o clima e o ambiente”, acrescentou.
De acordo com a coordenação do projeto, financiado pelo Serviço Alemão de Intercâmbio Académico (DAAD), a iniciativa terá a duração de três anos (2026-2028) e prevê programas de mobilidade académica para estudantes, docentes e investigadores. A primeira fase dessas mobilidades deverá arrancar no ano letivo 2026/2027.
“Por exemplo, os nossos estudantes são-tomenses poderão realizar mobilidade em Augsburgo ou em uma das universidades no Brasil. Da mesma forma, a Universidade de São Tomé e Príncipe receberá estudantes alemães e brasileiros”, referiu a coordenadora do Centro de Língua Alemã, na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de São Tomé e Príncipe, Diana Jordão da Cruz.
“Mas não só, investigadores e professores das universidades parceiras também terão oportunidades de mobilidade neste contexto”, acrescentou.

Além de promover a troca de conhecimento entre instituições, o LinAqua pretende melhorar as metodologias de ensino e garantir uma formação mais sólida e científica aos estudantes, com impacto direto na sociedade, sobretudo em áreas ligadas à gestão ambiental e aos recursos naturais.
“Todos esses temas são articulados num contexto comum, associado também à língua alemã, que funciona como elemento de ligação. Pretende-se, igualmente, formar professores de alemão e desenvolver novos currículos mais orientados para o contexto marítimo e para a economia azul”, assegurou.
Com estas iniciativas, a USTP reforça o seu posicionamento no cenário académico internacional, apostando numa formação mais inovadora, sustentável e alinhada com os desafios globais.