Eleições’26: Carlos Vila Nova apela ao voto, respeito às instituições e preservação da paz

Carlos Vila Nova defendeu que “todos os partidos políticos devem contribuir para a preservação dessa paz, estabilidade e harmonia. Ninguém, repito, ninguém deve colocar em causa esta coesão”.

País -
Rádio Somos Todos Primos

O candidato presidencial Carlos Vila Nova apelou hoje aos cidadãos ao “cumprimento do dever cívico de votar”, e pediu respeito às instituições, defendendo que todos devem contribuir para a preservação da paz e da estabilidade.

“Apelo ao cumprimento do dever cívico de votar de todos os são-tomenses. São Tomé e Príncipe é conhecido pelo respeito às instituições democraticamente instituídas e aos resultados eleitorais. O povo são-tomense tem a cultura da paz, da harmonia e da boa convivência social”, começou por afirmar o chefe de Estado, que procura a reeleição.

“Por isso, todos os partidos políticos devem contribuir para a preservação dessa paz, estabilidade e harmonia. Ninguém, repito, ninguém deve colocar em causa esta coesão”, defendeu Vila Nova.

Sobre os dois bloqueios eleitorais que foram registados na zona sul do país, Carlos Vila Nova, que é também Presidente da República, sublinhou que “é um direito mal exercido, pois “votar, acima de tudo, é um direito consagrado na constituição e que permite às pessoas fazerem as escolhas para renovação dos mandatos de todas as instituições políticas que depois governarão o país”.

“Não votar é (…) concordar com aquilo que os outros fizerem por eles”, sublinhou.

As primeiras horas de votação nas eleições presidenciais são-tomenses estão foram marcadas pela fraca afluência às urnas e por duas barricadas, disse hoje o presidente da Comissão Eleitoral Nacional (CEN), Jeudiger Nascimento.

Quatro candidatos disputam as eleições presidenciais marcadas pela crispação política, mas sem incidentes de maior. O fecho das urnas está previsto para as 18:00.

O atual Presidente, Carlos Vila Nova, tem como principal adversário Nito d’Abreu.

Eugénio Tiny e Miques João são os outros dois candidatos e concorrem pela segunda vez, mas não contam com qualquer apoio partidário e a sua campanha eleitoral foi praticamente inexistente.

O ex-primeiro-ministro Jorge Bom Jesus chegou a ser admitido como candidato mas anunciou a sua desistência fora do prazo legal, mas consta do boletim, mas qualquer voto no candidato será considerado nulo.

Para a observação das eleições presidenciais de domingo em São Tomé e Príncipe encontram-se no terreno várias missões internacionais, nomeadamente da União Europeia, da União Africana, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), dos países do G7+, da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) e ainda da Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração dos Países de Língua Portuguesa (ROJAE-CPLP).

Segundo a CEN, os dados definitivos do recenseamento eleitoral automático registaram 142.191 eleitores, dos quais 121.670 estão em São Tomé e Príncipe e 20.521 na diáspora, nomeadamente 15.917 em cinco países da Europa, e 5.324 em quatro países de África.

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