Rei Amador é figura inquestionável do espírito nacionalista e patriota em STP – Ministra da Educação

A ministra falava na cerimónia da comemoração do dia do Rei Amador que se assinala anualmente a 4 de janeiro em São Tomé e Príncipe, e apelou aos estudiosos, investigadores e professores universitários de história de São Tomé e Príncipe, para preservarem a memória do Rei Amador na história cultural do país.

Cultura -
Isabel Abreu

A ministra da Educação considerou hoje que Rei Amador faz parte das figuras inquestionáveis do fortalecimento do espírito nacionalista e patriota de São Tomé e Príncipe e que deve continuar a inspirar a “unidade e determinação” para o progresso do país.

“Tratando-se de uma data comemorativa que acontece no início do ano, faz-nos refletir no princípio da unidade e determinação que devem figurar no ativo do nosso intelecto que juntos possamos delinear o novo destino para o progresso das nossas duas ilhas irmãs que formam um país que é São Tomé e Príncipe”, disse Isabel D’Abreu.

A ministra falava na cerimónia da comemoração do dia do Rei Amador que se assinala anualmente a 4 de janeiro em São Tomé e Príncipe, e apelou aos estudiosos, investigadores e professores universitários de história de São Tomé e Príncipe, para preservarem a memória do Rei Amador na história cultural do país.

“[Apelamos] no sentido de repensarem a luz da nova perspetiva historiográfica, recorrendo as fontes primárias, tanto do Vaticano como da Torre de Tombo em Portugal de modo a procederem ao cruzamento de factos”, referiu a ministra.

Isabel D´Abreu sublinhou que “na historiografia são-tomense a figura do Rei Amador destacou-se como maior e mais habilidoso dos escravos no século XVI, independentemente de todo significado místico ou não que se associa a sua existência e efeitos”.

“Ele é e continuará a ser sem sombra de dúvidas uma das figuras inquestionáveis do fortalecimento do espírito nacionalista e patriota nas ilhas”, precisou a ministra.

Isabel D’Abreu disse que o Governo são-tomense pretende promover ao longo do ano, um ciclo de reflexão em torno das figuras emblemáticas da história de São Tomé e Príncipe de forma a capacitar a camada juvenil são-tomense.

Segundo a história, Amador, tornou-se rei da primeira entidade nacional independente na ilha de São Tomé, o Reino dos Angolares, declarando-se também “capitão-general de guerra” dos exércitos angolares, que somavam cerca de 5 mil homens na ativa, ou mais da metade dos escravizados da ilha.

“Esta revolta, além de provocar a decadência da produção da cana-de-açúcar, acelerou fuga dos europeus para o Brasil. Entretanto, o seu legado trouxe à tona maus-tratos que escravos sofriam nas fazendas dos europeus nas ilhas de São Tomé e Príncipe”, sublinhou a ministra.

A cerimónia da comemoração de mais um ano do dia do Rei Amador, contou com a presença de vários membros do governo, mas pelo segundo ano consecutivo, nem o Presidente da República, Carlos Vila Nova, a Presidente da Assembleia Nacional, Celmira Sacramento e o Primeiro-ministro, Patrice Trovoada estiveram presentes, merecendo crítica de agente cultural.

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