OMS destaca redução de mortalidade infantil e aumento da esperança de vida durante 50 anos de presença em STP

O primeiro-ministro, Américo Ramos, reconheceu que a OMS “esteve presente em momentos decisivos” da construção do Estado e da sociedade são-tomense com uma cooperação que “traduziu-se num ativo estratégico para o país” e que “mais do que apoio técnico”, representou “confiança, solidariedade e uma visão partilhada de desenvolvimento humano centrado na dignidade da pessoa”.

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Rádio Somos Todos Primos

A Organização Mundial da Saúde (OMS) destacou a redução drástica da mortalidade infantil e o aumento da esperança média de vida como ganhos registados ao longo dos 50 anos da sua presença no país e prometeu continuar a apoiar o país  no “reforço do sistema de saúde e na promoção da saúde”.

São Tomé e Príncipe e a Organização Mundial da Saúde formalizaram a cooperação desde 9 de junho de 1976,  e segundo o representante desta organização, ao longo destas cinco décadas, “muitos programas e projetos foram realizados”.

“A taxa de mortalidade infantil reduziu drasticamente, passando de cerca de 84 mortes por mil nados vivos em 1975 para aproximadamente 9 atualmente. A esperança média de vida aumentou de 55 anos em 1975 para cerca de 70 atualmente. Estes indicadores demonstram os ganhos alcançados graças ao trabalho conjunto do governo de São Tomé e Príncipe e de múltiplos atores”, enumerou Abdoulaye Diarra.

O representante da OMS, que discursava durante um evento comemorativo realizado na terça-feira, no Palácio dos Congressos, reafirmou o compromisso da organização “de continuar ao lado de São Tomé e Príncipe no reforço do sistema de saúde, na promoção da saúde para todos e na construção de um futuro mais saudável, sem deixar ninguém para trás”.

“A nossa visão é clara: Uma população saudável com acesso a cuidados de saúde de qualidade e um sistema de saúde forte, resiliente e preparado para o futuro. Precisamos, porém, de continuar a parceria sólida com todas as partes interessadas”, declarou Abdoulaye Diarra.

O primeiro-ministro, Américo Ramos, reconheceu que a OMS “esteve presente em momentos decisivos” da construção do Estado e da sociedade são-tomense com uma cooperação que “traduziu-se num ativo estratégico para o país” e que “mais do que apoio técnico”, representou “confiança, solidariedade e uma visão partilhada de desenvolvimento humano centrado na dignidade da pessoa”.

Reafirmamos assim a nossa convicção política de que a saúde é um pilar de desenvolvimento nacional e um vetor de soberania. Um país saudável é um país mais produtivo, mais resiliente e mais capaz de enfrentar os desafios do futuro. Por isso, a saúde não pode ser vista apenas como um setor, deve ser assumida como uma prioridade transversal do Estado, integrada em todas as políticas públicas”, disse Américo Ramos.

O chefe do Governo defendeu que “esta percepção justifica o contínuo investimento em infraestruturas sanitárias, enquanto alicerce para prevenir doenças, garantir qualidade de vida e assegurar o desenvolvimento sustentável de comunidades urbanas e rurais”.

“São Tomé e Príncipe está comprometido com esta visão. Estamos determinados a construir um sistema de saúde mais equitativo, capaz de chegar a todos os cidadãos. Mais resiliente, preparado para responder às emergências. Mais sustentável, alinhado com as nossas realidades e prioridades nacionais”, disse.

Para isso, Américo Ramos acrescentou que o Governo tem apostado “no reforço da governação no sector, na valorização dos recursos humanos e na mobilização de parcerias eficazes”, como tem sido a parceria com a Organização Mundial da Saúde.

O futuro da saúde de São Tomé e Príncipe passa pela inovação, pela digitalização, pela prevenção e pela integração de serviços. Passa, igualmente, por uma maior atenção aos desafios emergentes”, disse Américo Ramos.

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